A Política da Mentira

O Sr. Silva, talvez habituado a esses modos no exercício das funções de Dr. Silva, instaurou na Praça do Município, uma forma de política que não sendo propriamente original, ultrapassa em larga escala tudo o que já tinha sido feito no que à mentira diz respeito.

Não o sabemos fã de George Orwell, ou sequer de Manu Chao, mas certamente que o Sr. Silva é fervoroso devoto e encarna o Triunfo dos Porcos, tal é a pouca vergonha que emprega na gestão do Órgão a que preside e que tão mau nome dá à terra e ao Concelho onde um dia nasceu.

O presidente que no início do mandato chutou para a Inspecção Geral das Finanças e para tribunal um conjunto de mais de 800 mil euros de despesas, ditas irregulares, aparentemente dedica-se há já algum tempo a usar dos mesmíssimos expedientes para “fazer obra” e “comprar”. Alegadamente um tribunal terá dado razão a um dos juristas que intentaram contra a Câmara, por falta de pagamento. Alegadamente o Tribunal terá dado razão a um dos empreiteiros que demandaram a Câmara no mesmo sentido. Alegadamente no mesmo Tribunal terá sido afirmado por um dos advogados dos “lesados” que o actual Presidente faz basicamente o mesmo e até terá sido referida, a título de exemplo, uma das empresas onde  as compras assim se poderão desenrolar. Ma(c)s que Max(imo). Por lá também terão sido, alegadamente, dados exemplos de orçamentos falseados para beneficiar uma determinada empresa – pedidos orçamentos para, por exemplo, redes de 5 mm, quando depois o que é vendido é rede de 4mm. Bem prega e acusa o Silva, julgando-se Frei Tomás, enquanto reza que ninguém repare no realmente faz.

Ainda mais ilustrativo do grau de inverdade constante, até pela pouca importância do assunto, são as constantes notas de imprensa que divulga no Facebook institucional do Município de Nelas – que julga ser o seu pessoal (e sobre isto lá iremos mais à frente), com números que só na sua cabeça fantasiosa fazem sentido. São as obras de milhões e os números dos participantes no eventos que organiza, essencialmente frequentados pelos que esperam apanhar uns restos, quase como se fossem cães à espera que as aparas do queijo sejam sacudidas da mesa.

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A “inflação” habitual é de tal ordem que até a empresa responsável por trazer os estudantes à Região do Dão – Cunha Vaz & Associados, se viu na obrigação de vir corrigir os números. Afinal os “250” estudantes eram 66. A mentira tem perna curta e há quem lide muito mal com ela. Aquilo que estava previsto ser uma “acção de charme” para o concelho transformou-se numa demonstração de (mau) carácter e num péssimo cartão de visita destas terras. Assim será sempre enquanto o Silva “reinar”.

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Ao menos ficamos a saber – e o caro leitor aproveite estes exemplos para corrigir a sua análise, que atoarda do Silva é sempre inflacionada. De futuro, por mera precaução e para não ser comido por parvo, utilize um racional de 1/4 – como aqui está demonstrado. Talvez a dividir por 4 consiga alguma aproximação ao que é propagandeado. Talvez!

O Edil pavão

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Vivemos num concelho onde o Silva:

  • Manda cortar árvores seculares sem qualquer razão que o justifique;
  • Oculta informação, sendo responsável pelo concelho ocupar os últimos lugares na lista de transparência;
  • Deixa de realizar as reuniões ordinárias de Câmara, porque não quer ser contrariado;
  • Faz propostas em nome da câmara, para compra de instalações de uma empresa falida em que é credor, e acaba a ser o único a votar favoravelmente;
  • Gasta quatro milhões de euros em festas e publicidade;
  • Anuncia investimentos faraónicos que nunca vão acontecer, só para efeitos de autopromoção;
  • Dirige muitas vezes de forma tosca e incivilizadamente grosseira as reuniões, fazendo considerações pessoais sobre os outros membros do órgão de forma desrespeitosa e arrogante.
  • Faz notas de imprensa onde agiganta de forma ridícula o número de participantes nas iniciativas da câmara.
 A expressão vergonha alheia serve para apontar o nosso desconforto diante do patético de outro protagonista.
Por exemplo, durante os eventos em que este com ar basbaque de puro gozo infantil, em desrespeito por todos os presentes e em despropósito do motivo do evento, faz discursos em que fala de si e dos seus feitos virtuais, não podemos deixar de sentir constrangimento pela triste figura.
Infelizmente esses comportamentos expressam uma tremenda falta de educação, de alguém que deveria ser um exemplo de equilíbrio e respeito. A marca indubitável do egocêntrico é achar que faz parte de uma reduzida minoria de pessoas inteligentes. Se houvesse dúvidas sobre o sonho oligárquico do Silva, bastaria reparar na galeria dos “instalados” que vão socorrendo o seu Edil, na ilusão de um qualquer benefício pessoal ou simplesmente porque têm contas para ajustar com o passado.
Haverá sempre quem ao ler estas linhas, proclame que são análises de quem só deita abaixo, ou daqueles que “também” queriam mama (estas observações são muitas vezes toldadas pelo uso do referencial interno como critério de avaliação), por outras palavras, aqueles que aguardam impacientemente que se defina quem vai ter mama se o Silva ficar presidente novamente, tem tendência para avaliar as motivações dos outros, pelas suas próprias.
Triste panorama aquele em que as virtudes do Silva, são apenas frutos do contexto. A subida dos impostos municipais, o investimento quase inexistente, aliado à renegociação da dívida (só possível por causa da conjuntura), permitem a ilusão de uma boa gestão financeira.
Num concelho onde centenas de pessoas vivem no limiar da sobrevivência, lutando ano após ano para que o barco não afunde, a gestão do Silva investe em medidas sociais uma quantia irrisória,  quando comparada com a verba despendida em festas e publicidade. Basta lembrar como exemplo, que a tão proclamada oferta dos livros escolares, custou aproximadamente 15.000 euros, e que só a tenda da grande festa de Natal do Silva, custou muito mais que isso. Uma realidade que nitidamente passa ao lado do Edil, que continua a sua governação em estilo pavão para consumo interno, porque tendo em conta os relatos e as evidencias que vão chegando, a vaidade do Silva não serve para impressionar fora das nossas terras, uma vez que tantos dos investimentos que este foi anunciando ao longo do mandato, teimam em ir parar a outros lados.

O Lenhador

O mandato começou com uma tal vontade de mudar o fullsizerender-2que estava feito que, logo ali, avistados da janela do seu palácio, o cedros que ornamentavam a Praça do Município foram cortados.

Só quem não se recorda do que a imagem aqui ao lado aviva é que pode dizer que o corte destas árvores foi uma coisa boa. Só a vontade de deixar marca, seja ela boa ou má, é que pode justificar aquilo que distinguiu o inicio de mandato.

Cortadas as árvores foi necessário gastar o dinheiro dos contribuintes para pintar património muito degradado, que afinal não embelezava a Praça. Património esse que não é nosso. “Filho em mulher alheia”, portanto.

Mas o resquicios de lenhador do Sr. Silva manifestam-se com demasiada frequência. Certamente julgará que árvore boa é árvore que “trabalha”. Árvore boa tem de dar fruto. Se até as silvas dão, porque raio há quem tenha o privilégio de não produzir! Se assim não for, então, é dispensável, pensará usando a fina filosofia de ponta a que já nos habituou. Árvore para ser árvore tem de dever o seu crescimento à magnanime autorização e despacho do Silva.
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Outros cedros foram cortados, pinheiros,  tílias e, mais recente e certamente para fazer o jeito a algum seu freguês, foram os ulmeiros. Árvores ornamentais de grande beleza, muito apropriadas dado que quase não necessitam de poda e ao prumo da sua raiz que não danifica passeios e estradas.

Alguém julgará que fica a ganhar com este tipo de comportamento. A população do Concelho não é com certeza.

Sacudir a tr… do capote?

Corria o ano de 2013 e havia uma empresa espanhola que se tentou instalar em Portugal. Primeiro em Mangualde (levou nega), depois em São Pedro do Sul (levou nega) e, finalmente em Nelas (levou nega). A empresa era a PGG, pretendia instalar uma instalação de “tratamento” de resíduos animais perigosos. Para isso dizia que ia criar 150 postos de trabalho e drenar todos os aquíferos da região, despejando-os depois na Ribeira da Pantanha.

E se agora, em 2017, se estiver a preparar algo semelhante, com o conveniente silencio do Sr. Silva, que “escaldado” do anterior processo, fazendo de contas que nada sabe, esconde à população o que pode estar para acontecer?

Se quiser ter o trabalho de ir ao site do Centro2020, ao separador dos projectos aprovados, constatará que uma empresa denominada de Overland Challenges Unipessoal, tem projectos para aprovados no valor de mais de 3 milhões de euros. Projectos que consistem na instalação no Concelho de Nelas de uma “fabrica de fraldas recicladas”.

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Ainda não vimos o Sr. Silva a gabar-se desta aprovação, ele tanto gosta de se gabar de atrair todos os investimentos, mesmo os que em nada dependem dele  (como os Jardins de Santar, por exemplo). Estranho que um projecto com esta envergadura de investimento não passe, pelo menos, com uma conversa de apresentação com o Sr. Silva, até porque precisa de uns lotes de terreno em zona industrial e licenciamento !!!!

Talvez seja a actividade desta empresa, com sede em Viseu, que afaste a habitual propaganda que até é feita com empresas que nunca tiveram projectos aprovados – cidade das abelhas, azurmetal, escapes alemães, etc., etc., etc.. Esperemos pelos próximos desenvolvimentos e que ao povo do Concelho de Nelas não estejam a ser, propositadamente, omitidas informações sobre este assunto é sobre a futura qualidade ambiental do seu território. Que o Sr. Silva não esteja, fingindo-se de morto, a permitir um investimento que pode muito bem assegurar-nos um futuro de porcaria.

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Ó Ju……dite!!

Em Vila Verde o Presidente da Câmara local foi detido pela Polícia Judiciária de Braga por alegadas fortes suspeitas de corrupção e prevaricação num processo de alienação, em 2013, a uma empresa privada de 51% do capital de uma escola profissional daquele concelho e com a construção de um parque de estacionamento.

Em Viseu não há PJ mas, alegadamente, também há alguém que está interessado em ouvir o Sr. Silva por causa de uns processos mais antigos e rústicos ou, então, mais recentes e mais Civis. Também temos questões de parqueamento.

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Ó “Judite” vem cá baixo ver isto. Haja vontade que muito haverá para apurar.