Trata Aqui V

Era uma vez uma empresa que queria construir um parque de estacionamento privado. Como as relações com o Sr. Silva eram laboriosas e excelentes, em vez de comprar os terrenos anexos (ou ver se a CM lhos vendia a 50 cêntimos o metro quadrado) pede e a CM trata de  lho fazer, em terrenos privados, às custas do contribuinte. Engenhoso, não é?

Tendo em conta outras situações já ocorridas, de conhecimento público, poderemos dizer que estranho seria que este pedido não fosse feito, inspirado numa outra situação passada onde uma outra empresa recorreu a maquinaria da autarquia para lhe fazer um parque de estacionamento privativo. Se uns podem, outros poderão, terão pensado.

Se uns podem, outros poderão, pensará ao vulgar contribuinte. Se quiser usufruir de semelhante benesse, arranjar um jardim, um lugar para o carro, bastará que ceda à Autarquia, por via de protocolo, uns metros de pavê e a terra que retirar do espaço que quer intervencionar. E olhe que pode até vedar e controlar o acesso ao espaço depois. Ameace que emigra, que não vota no edil, que os seus direitos são (pelo menos em teoria e no papel) iguais aos demais.

Arrebanhados

A Quinta da Cerca sempre foi uma bandeira ambiental do concelho, muito embora fosse apenas e só isso mesmo – uma bandeira.

Um concelho com problemas de saneamento como os que hoje existem, com problemas por resolver como os antigos Fornos Eléctricos, suiniculturas a funcionar não se sabe bem como, descargas de industrias para o Mondego, aviários a emanar cheiros para povoações inteiras, onde ainda falta resolver e dar uso a tanto na Urgeiriça, entretinha-se a brincar às quintinhas pedagógicas. Muito próprio de quem sofre de autismo ou esquizofrenia política.

Em Junho de 2015 a Câmara de Nelas anunciava com pompa, como é apanágio do Sr. Silva, que seria instalada uma “organização de produtores de leite” que daria uso à Quinta, que nunca foi muito mais que um sorvedouro de dinheiro. Seriam ocupadas as casas e criadas condições para albergar ovelhas. Logo na altura houve quem dissesse que isto não passava de uma tentativa de descalçar a ANCOSE, “refugio” de arquiinimigos de agora.

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Ora passado mais de ano e meio alguém sabe dizer como está este projecto? Será que este  e mais uma demonstração de que em termos de ambiente, o Sr. Silva é mais parra do que uva? Onde anda a Associação? Onde estão as ovelhas? Ou será que entretanto alguém vislumbrou ali uma forma “económica” de expandir a sua área vínica? Será que os nada produtivos “raides” feitos em Mangualde pela Sofi&Silva lda, para roubar empresas àquele concelho deixaram os autarcas vizinhos pouco receptivos a parcerias?

Ou será que isto é apenas mais um episódio em que o Silva nos toma a todos por um amorfo rebanho, acrítico, na esperança de, embuído de pastor, nos encaminha a seu bel prazer para onde bem entende?

A Política da Mentira

O Sr. Silva, talvez habituado a esses modos no exercício das funções de Dr. Silva, instaurou na Praça do Município, uma forma de política que não sendo propriamente original, ultrapassa em larga escala tudo o que já tinha sido feito no que à mentira diz respeito.

Não o sabemos fã de George Orwell, ou sequer de Manu Chao, mas certamente que o Sr. Silva é fervoroso devoto e encarna o Triunfo dos Porcos, tal é a pouca vergonha que emprega na gestão do Órgão a que preside e que tão mau nome dá à terra e ao Concelho onde um dia nasceu.

O presidente que no início do mandato chutou para a Inspecção Geral das Finanças e para tribunal um conjunto de mais de 800 mil euros de despesas, ditas irregulares, aparentemente dedica-se há já algum tempo a usar dos mesmíssimos expedientes para “fazer obra” e “comprar”. Alegadamente um tribunal terá dado razão a um dos juristas que intentaram contra a Câmara, por falta de pagamento. Alegadamente o Tribunal terá dado razão a um dos empreiteiros que demandaram a Câmara no mesmo sentido. Alegadamente no mesmo Tribunal terá sido afirmado por um dos advogados dos “lesados” que o actual Presidente faz basicamente o mesmo e até terá sido referida, a título de exemplo, uma das empresas onde  as compras assim se poderão desenrolar. Ma(c)s que Max(imo). Por lá também terão sido, alegadamente, dados exemplos de orçamentos falseados para beneficiar uma determinada empresa – pedidos orçamentos para, por exemplo, redes de 5 mm, quando depois o que é vendido é rede de 4mm. Bem prega e acusa o Silva, julgando-se Frei Tomás, enquanto reza que ninguém repare no realmente faz.

Ainda mais ilustrativo do grau de inverdade constante, até pela pouca importância do assunto, são as constantes notas de imprensa que divulga no Facebook institucional do Município de Nelas – que julga ser o seu pessoal (e sobre isto lá iremos mais à frente), com números que só na sua cabeça fantasiosa fazem sentido. São as obras de milhões e os números dos participantes no eventos que organiza, essencialmente frequentados pelos que esperam apanhar uns restos, quase como se fossem cães à espera que as aparas do queijo sejam sacudidas da mesa.

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A “inflação” habitual é de tal ordem que até a empresa responsável por trazer os estudantes à Região do Dão – Cunha Vaz & Associados, se viu na obrigação de vir corrigir os números. Afinal os “250” estudantes eram 66. A mentira tem perna curta e há quem lide muito mal com ela. Aquilo que estava previsto ser uma “acção de charme” para o concelho transformou-se numa demonstração de (mau) carácter e num péssimo cartão de visita destas terras. Assim será sempre enquanto o Silva “reinar”.

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Ao menos ficamos a saber – e o caro leitor aproveite estes exemplos para corrigir a sua análise, que atoarda do Silva é sempre inflacionada. De futuro, por mera precaução e para não ser comido por parvo, utilize um racional de 1/4 – como aqui está demonstrado. Talvez a dividir por 4 consiga alguma aproximação ao que é propagandeado. Talvez!

O Lenhador

O mandato começou com uma tal vontade de mudar o fullsizerender-2que estava feito que, logo ali, avistados da janela do seu palácio, o cedros que ornamentavam a Praça do Município foram cortados.

Só quem não se recorda do que a imagem aqui ao lado aviva é que pode dizer que o corte destas árvores foi uma coisa boa. Só a vontade de deixar marca, seja ela boa ou má, é que pode justificar aquilo que distinguiu o inicio de mandato.

Cortadas as árvores foi necessário gastar o dinheiro dos contribuintes para pintar património muito degradado, que afinal não embelezava a Praça. Património esse que não é nosso. “Filho em mulher alheia”, portanto.

Mas o resquicios de lenhador do Sr. Silva manifestam-se com demasiada frequência. Certamente julgará que árvore boa é árvore que “trabalha”. Árvore boa tem de dar fruto. Se até as silvas dão, porque raio há quem tenha o privilégio de não produzir! Se assim não for, então, é dispensável, pensará usando a fina filosofia de ponta a que já nos habituou. Árvore para ser árvore tem de dever o seu crescimento à magnanime autorização e despacho do Silva.
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Outros cedros foram cortados, pinheiros,  tílias e, mais recente e certamente para fazer o jeito a algum seu freguês, foram os ulmeiros. Árvores ornamentais de grande beleza, muito apropriadas dado que quase não necessitam de poda e ao prumo da sua raiz que não danifica passeios e estradas.

Alguém julgará que fica a ganhar com este tipo de comportamento. A população do Concelho não é com certeza.

Sacudir a tr… do capote?

Corria o ano de 2013 e havia uma empresa espanhola que se tentou instalar em Portugal. Primeiro em Mangualde (levou nega), depois em São Pedro do Sul (levou nega) e, finalmente em Nelas (levou nega). A empresa era a PGG, pretendia instalar uma instalação de “tratamento” de resíduos animais perigosos. Para isso dizia que ia criar 150 postos de trabalho e drenar todos os aquíferos da região, despejando-os depois na Ribeira da Pantanha.

E se agora, em 2017, se estiver a preparar algo semelhante, com o conveniente silencio do Sr. Silva, que “escaldado” do anterior processo, fazendo de contas que nada sabe, esconde à população o que pode estar para acontecer?

Se quiser ter o trabalho de ir ao site do Centro2020, ao separador dos projectos aprovados, constatará que uma empresa denominada de Overland Challenges Unipessoal, tem projectos para aprovados no valor de mais de 3 milhões de euros. Projectos que consistem na instalação no Concelho de Nelas de uma “fabrica de fraldas recicladas”.

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Ainda não vimos o Sr. Silva a gabar-se desta aprovação, ele tanto gosta de se gabar de atrair todos os investimentos, mesmo os que em nada dependem dele  (como os Jardins de Santar, por exemplo). Estranho que um projecto com esta envergadura de investimento não passe, pelo menos, com uma conversa de apresentação com o Sr. Silva, até porque precisa de uns lotes de terreno em zona industrial e licenciamento !!!!

Talvez seja a actividade desta empresa, com sede em Viseu, que afaste a habitual propaganda que até é feita com empresas que nunca tiveram projectos aprovados – cidade das abelhas, azurmetal, escapes alemães, etc., etc., etc.. Esperemos pelos próximos desenvolvimentos e que ao povo do Concelho de Nelas não estejam a ser, propositadamente, omitidas informações sobre este assunto é sobre a futura qualidade ambiental do seu território. Que o Sr. Silva não esteja, fingindo-se de morto, a permitir um investimento que pode muito bem assegurar-nos um futuro de porcaria.

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E nós a vê-los passar

A semana passada Nelas foi descaradamente classificada como a segunda pior autarquia do distrito em termos de transparência. Pelos vistos o autarca Silva não aprende nada com o seu vizinho de Carregal do Sal que é o segundo melhor a nível nacional.

Hoje ficamos a saber que Nelas é mais uma vez ultrapassada por um concelho vizinho. Desta vez foi por Mangualde.

Anuncia o Jornal do Centro que duas novas empresas se vão instalar em Mangualde e que criarão 140 novos postos de trabalho. Boas noticias para a região mas que provam que a propaganda do Sr. Silva não vende como ele julga. O “centro do centro” afinal não tem  grande força gravítica para atrair empresas, afinal não passa de uma balela.

É caso para dizer, como naquele anúncio antigo, “e nós a vê-los passar”. Eles bem passam, mas não param.

O Apoio Social

Foi com grande espalhafato que em Maio de 2016 o Sr. Silva levou três presidente de Junta de Freguesia e responsáveis de algumas IPSSs a Lisboa para se encontrarem com o Sr. Ministro Vieira da Silva, responsável pelo pelouro da Segurança Social. De bónus ainda visitaram o Parlamento onde um conjunto de deputados incautos colaboraram em mais uma das patranhas laudatórias que costuma urdir.

Depois da reunião o Sr. Silva fez sair uma nota de imprensa onde anunciava, com tanto vigor que faria corar de vergonha qualquer almuadem, a “clara a disponibilidade total do Ministro em apoiar estes projectos“. Só que depois de mais este episódio propagandístico nada mais foi feito e há quem garanta que nada será executado. Muito provavelmente o Sr. Silva lá irá ter, mais uma vez, de passar as “culpas” para outro. Desta feita será o Ministro Vieira da Silva e o Governo do Partido Socialista. Só que já na altura do anúncio se sabia que fundos comunitários para este tipo de obras não estavam previstos.

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Mais uma “obra” que certamente não sairá do papel. Uma estratégia muito usada pelo Sr. Silva já no tempo da vice-presidência quando anunciou espalhafatosamente a Casa da Cultura de Canas de Senhorim (que como todos sabemos está por fazer ao fim de 11 anos)