Aldeia da roupa branca

No longínquo ano de 1938, no filme de Chianca de Garcia,  “Aldeia da Roupa Branca” cantava-se

Ai rio não te queixes,
Ai que o sabão não mata,
Ai até lava os peixes,
Ai põe-nos da cor da prata.

Nessa altura os problemas ambientais não eram actualidade, não havia SEPNA, APA ou IGAMAOT. Entretanto passaram uns expressivos 80 anos mas há quem ainda estupidamente teime em viver nesse passado distante, prejudicando todos em benefício de poucos. À semelhança desses tempos vão-nos dando umas cantigas para “embalar” e para que acreditamos que nada disto é grave. Grave é que as entidade supra referenciadas – SEPNA, APA e IGAMAOT, vão em cantigas.

Na passada sexta-feira, 13 de Abril,  foram captadas as seguintes imagens e vídeos e elas documentam o aspecto que a Ribeira da Pantanha apresenta em todo o seu troço.

Sexta-feira 13. Será que foi azar? As entidades competentes e a Câmara Municipal de Nelas já saberão quem provoca este estado de coisas?

A mentira como forma de vida

“No presente com confiança no futuro”. É este o título com que a personagem que foi investido como presidente da Câmara Municipal de Nelas decide presentear os munícipes num folhetim azul e branco. O título condensa, honra lhe seja feita, aquilo que foi o seu miserável mandato. No fundo Borges da Silva diz a todos que no próximo mandato é que vai ser. Agora, no presente, todo o mundo se juntou contra ele para lhe dificultar a vida. Um mártir vítima de tudo e todos é o que este polichinelo se julga.

Vamos por pontos:

  1. Borges da Silva diz-se orgulhoso de liderar “uma pequena equipa”, uma “pérola”. O líder que conseguiu transformar, por culpa própria, uma equipa de quatro em apenas ele próprio e uma colaboracionista matreira, mais uma vez se queixa dele próprio. Pena não se queixar e que não dê conhecimento do dinheiro que gasta com assessores e “chefes de gabinete” que lhe dizem amém e lhe enchem o ego balofo.
  2. Anuncia uma recandidatura a 11 de Abril de 2017 mas esquece-se de dizer que ele, apenas ele e sempre apenas ele, já a anunciou umas 10 vezes. A primeira terá sido quando assinalou um ano de mandato e, em jeito de leilão, disse que seria recandidato pelo partido político que o quisesse, piscando descaradamente o olho a Passos&Cia. Andou em concubinagem com o PSD e o CDS nacional enquanto estes eram governo, recusando-se a tornar-se simpatizante do PS para uma simples votação nas directas para o Secretário-geral. Tornou-se mais tarde militante apenas quando Costa consolidou o poder da Geringonça. Diz que todos o apoiam mas, o que é certo, é que até ao momento, o único órgão com poder para o indicar votou contra a sua recandidatura. Pormenores para um autocrata demagogo que não respeita nada nem ninguém, nem sequer as deliberações do órgão que preside. Este socialista de pandilha, transumante desavergonhado, apela a quem combateu e desrespeitou que lhe dêem o beneficio da dúvida (mais uma vez);
  3. O homem que se julga o sol radioso do Concelho de Nelas de onde tudo brota, que pensa essencialmente no seu bem-estar, que usa os outros apenas em função dele próprio, tem a pouca vergonha de julgar que irradia “segurança e responsabilidade” e de achar que dá “esperança e confiança” às pessoas. Escreve isto e não se ri. Não deixa de ser notável;
  4. Apela ao apoio dos colaboradores e trabalhadores da Câmara, agora que está em campanha eleitoral, quando passou três anos a desconsidera-los, a promover amizades e empresas amigas e a colocar em lugares chave gente que com uma caneta o ajudou a ser eleito. Esquece a forma desumana com que tratou a esmagadora maioria de todos os colaboradores, com pressões psicológicas, físicas, insultos e ameaças, feitas por interposta pessoa ou directamente. Fala em precariedade quando tem uma vida onde sempre esteve do lado e a promover e ajudar outros a promover essa precariedade. Fala em estabilidade laboral mas recorre a Contratos de Emprego e Inserção e empresas de trabalho temporário com um enorme sentimento de satisfação;
  5. Queixa-se de ter herdado uma “Câmara em rotura financeira” mas usou essa rotura como argumento para ganhar as eleições em 2013 e, na altura, até disse que essa rotura era muito maior do que realmente se verificou vir a ser. Propunha-se em campanha a fazer muito em 2013 – baixar o IMI por exemplo – dizendo que a divida era maior do que realmente era mas hoje é diz em 2017, diz que não fez mais porque a dívida era grande. Vá-se lá entender esta lógica da batata;
  6. Diz que herdou um concelho “onde as falências eram uma constante”, mentindo – façam lá o exercício de dizer quais foram as grandes falências – omitindo a enorme crise que todo o país atravessava. Mas se recorre a esse argumento, dizendo que as falências são consequência da acção da Câmara de Nelas, temos de lhe perguntar porque razão, agora que a economia nacional melhora notoriamente, não há muitas mais empresas a abrir no Concelho;
  7. Fala de despesas irregulares de 800 mil euros mas omite o que tem andado a fazer e o que provavelmente se prepara para fazer até às eleições. Esquece-se das acções que tem em tribunal por situações similares e não diz aos eleitores que o tribunal manda pagar as tais despesas de que se queixa;
  8. Fala em inexistência de projectos a fundos comunitários mas não diz que o único projecto relevante que a Câmara de Nelas executou foi a ETAR de Canas de Senhorim. Passou três anos com um quadro comunitário em pleno mas não conseguiu executar nada além disso. Não executou nem vai executar. Promete que agora é que vai ser. Para apresentar alguma coisa vai precisar das “esmolas” da ENDESA, que deu um milhão e meio de euros a quatro Câmaras, para iniciar obras de menos de 100 mil euros. Diz-nos que vai resolver o problema dos esgotos com um investimento que a ENDESA fará no valor de 150 mil euros;
  9. Diz que diminuiu a dívida em 35% e que “não o deixaram baixar o IMI” – esquecendo-se de dizer que foi a Direcção Geral das Autarquias Locais e das Finanças porque Borges da Silva escolheu não liquidar o PAEL – mas omite que fruto da reavaliação do património as receitas do IMI subiram muito mais que 100%;
  10. Diz que diminuiu os prazos de pagamento da Câmara mas esquece-se de dizer que isso resultou essencialmente do PAEL negociado anteriormente;
  11. Diz que comprou mais de 35 hectares de terreno mas não diz quantos vendeu, a que empresas e qual o preço da compra e da venda;
  12. Mente sobre os postos de trabalho criados no Concelho. Delira;
  13. Fala em projectos aprovados mas a única coisa relevante que tem para mostrar são papeis de promessas. Movimenta terras para criar a ilusão de obra, enganando os munícipes, que depois deixa abandonadas. Onde é que estão os “14 milhões de euros” que refere investidos?;
  14. Diz que renegociou a dívida. Esquece-se de referir que isso resultou da intervenção do Banco Central Europeu no mercado bancário que com isso fez baixar os juros de todos;
  15. Fala em apoio social e apresenta a universidade sénior…… e é só. Mentiu às populações quando disse que o Ministro Vieira da Silva ia apoiar o Lar de Carvalhal, Canas e Senhorim. Onde estão os mesmos?;
  16. Em minoria na Câmara – com a tal “equipa preciosa” – apresenta como suas propostas feitas, apresentadas e votadas por vereadores da oposição;
  17. Diz que reforçou as verbas para as Juntas de Freguesia mas não refere que retirou todo o restante apoio. As verbas que foram atribuídas não chegam para proceder à limpeza. Borges da Silva no fundo está a dizer aos munícipes que se não há obra nas freguesias a culpa é dos Presidentes de Junta e dos executivos que até têm dinheiro. Também aqui revela que não é de confiança e que não assume as suas responsabilidades;

Uma autêntica fraude que projecta para os próximos quatro anos aquilo que se tinha proposto fazer nestes quatro. Um mal educado que insulta trabalhadores, munícipes, vereadores que quer ser respeitado. Um malcriado que desrespeita a Câmara e o concelho mas que quer continuar a brilhar sozinho e que se propõe, porque a lei o obriga, a rodear-se de quem está disposto a fazer de fantoche. Não fosse a obrigação legal e concorreria sozinho.

O homem que não vê incompatibilidade entre negócios privados e a gestão daquilo que é de todos, que queria comprar algo do qual era credor, que mantém a Câmara se capacidade para investir quer continuar a contar com os seus impostos, com o IMI no máximo para manter o concelho na bruma turva dos seus interesses. É natural.

No panfleto azul e branco, também não diz aos munícipes como conseguiu comprar e vender, no mesmo dia, uma quinta em Carvalhal Redondo com uma mais valia de 50 mil euros. É igualmente natural.

O que não é natural é que nos tome a todos por parvos quando agora tenta vestir uma imaculada e alva pele de santo.

Garantias

A Câmara Municipal de Nelas “garante o integral cumprimento de descargas de efluentes na ribeira da Pantanha por parte da Borgstena”

Screen Shot 2017-03-14 at 22.06.29Se garante, está garantido. Nós não temos outra alternativa senão acreditar na  opinião do presidente.

Dizia o Presidente que

“face a uma notícia recente de alegada descarga poluente baseada na existência de espuma na “Ribeira da Pantanha” e que insinua que possa a mesma ter tido origem na empresa “Borgstena” situada na Zona Industrial do Chão do Pisco em Nelas, a Câmara Municipal assegura a falsidade de qualquer descarga poluente, logo a falsidade da referida notícia, com base no conjunto de elementos de que dispõe.

Como

a Câmara Municipal acompanha e monitoriza em permanência as emissões dos efluentes descarregados no colector municipal, e deste na referida Ribeira, cumprindo as condições da licença de descarga no domínio hídrico que lhe foi atribuída pela APA (Agência Portuguesa do Ambiente);

e

mensalmente a Câmara, bem como a empresa, realizam análises de 24 horas e elaboram Relatório de Acompanhamento e Implementação de Medidas de Minimização de Impacto Ambiental, que enviam às entidades regionais e nacionais de controlo e tutela ambiental;

Não pode ser de todo possível que isto possa ter acontecido. Não podemos acreditar que estas análises sejam totalmente adulteradas pelo e que a Agência Portuguesa do Ambiente, GNR fossem coniventes com algo deste género, e a empresa não tenha

investindo mais de meio milhão de euros e alcançando resultados superiores aos exigidos em muitos parâmetros.

Agora, dado as fotos e vídeos que agora aqui mostramos, captadas dia 15 de Março de 2017, em diversos troços da Ribeira da Pantanha, só falta que o Município, a GNR e a APA, descubram rapidamente de onde é que vem o foco da poluição que podemos ver.

(clique nas imagens para as aumentar)

Que

os interesses de afirmação política

e económica de alguém, não prejudique mais as soluções definitivas em curso, o bom nome das empresas, a atractividade do nosso concelho, o seu desenvolvimento económico, incluindo turístico, e o bem estar das populações e, já agora, o ambiente deste e dos concelhos a jusante.

Trata Aqui V

Era uma vez uma empresa que queria construir um parque de estacionamento privado. Como as relações com o Sr. Silva eram laboriosas e excelentes, em vez de comprar os terrenos anexos (ou ver se a CM lhos vendia a 50 cêntimos o metro quadrado) pede e a CM trata de  lho fazer, em terrenos privados, às custas do contribuinte. Engenhoso, não é?

Tendo em conta outras situações já ocorridas, de conhecimento público, poderemos dizer que estranho seria que este pedido não fosse feito, inspirado numa outra situação passada onde uma outra empresa recorreu a maquinaria da autarquia para lhe fazer um parque de estacionamento privativo. Se uns podem, outros poderão, terão pensado.

Se uns podem, outros poderão, pensará ao vulgar contribuinte. Se quiser usufruir de semelhante benesse, arranjar um jardim, um lugar para o carro, bastará que ceda à Autarquia, por via de protocolo, uns metros de pavê e a terra que retirar do espaço que quer intervencionar. E olhe que pode até vedar e controlar o acesso ao espaço depois. Ameace que emigra, que não vota no edil, que os seus direitos são (pelo menos em teoria e no papel) iguais aos demais.

Arrebanhados

A Quinta da Cerca sempre foi uma bandeira ambiental do concelho, muito embora fosse apenas e só isso mesmo – uma bandeira.

Um concelho com problemas de saneamento como os que hoje existem, com problemas por resolver como os antigos Fornos Eléctricos, suiniculturas a funcionar não se sabe bem como, descargas de industrias para o Mondego, aviários a emanar cheiros para povoações inteiras, onde ainda falta resolver e dar uso a tanto na Urgeiriça, entretinha-se a brincar às quintinhas pedagógicas. Muito próprio de quem sofre de autismo ou esquizofrenia política.

Em Junho de 2015 a Câmara de Nelas anunciava com pompa, como é apanágio do Sr. Silva, que seria instalada uma “organização de produtores de leite” que daria uso à Quinta, que nunca foi muito mais que um sorvedouro de dinheiro. Seriam ocupadas as casas e criadas condições para albergar ovelhas. Logo na altura houve quem dissesse que isto não passava de uma tentativa de descalçar a ANCOSE, “refugio” de arquiinimigos de agora.

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Ora passado mais de ano e meio alguém sabe dizer como está este projecto? Será que este  e mais uma demonstração de que em termos de ambiente, o Sr. Silva é mais parra do que uva? Onde anda a Associação? Onde estão as ovelhas? Ou será que entretanto alguém vislumbrou ali uma forma “económica” de expandir a sua área vínica? Será que os nada produtivos “raides” feitos em Mangualde pela Sofi&Silva lda, para roubar empresas àquele concelho deixaram os autarcas vizinhos pouco receptivos a parcerias?

Ou será que isto é apenas mais um episódio em que o Silva nos toma a todos por um amorfo rebanho, acrítico, na esperança de, embuído de pastor, nos encaminha a seu bel prazer para onde bem entende?

A Política da Mentira

O Sr. Silva, talvez habituado a esses modos no exercício das funções de Dr. Silva, instaurou na Praça do Município, uma forma de política que não sendo propriamente original, ultrapassa em larga escala tudo o que já tinha sido feito no que à mentira diz respeito.

Não o sabemos fã de George Orwell, ou sequer de Manu Chao, mas certamente que o Sr. Silva é fervoroso devoto e encarna o Triunfo dos Porcos, tal é a pouca vergonha que emprega na gestão do Órgão a que preside e que tão mau nome dá à terra e ao Concelho onde um dia nasceu.

O presidente que no início do mandato chutou para a Inspecção Geral das Finanças e para tribunal um conjunto de mais de 800 mil euros de despesas, ditas irregulares, aparentemente dedica-se há já algum tempo a usar dos mesmíssimos expedientes para “fazer obra” e “comprar”. Alegadamente um tribunal terá dado razão a um dos juristas que intentaram contra a Câmara, por falta de pagamento. Alegadamente o Tribunal terá dado razão a um dos empreiteiros que demandaram a Câmara no mesmo sentido. Alegadamente no mesmo Tribunal terá sido afirmado por um dos advogados dos “lesados” que o actual Presidente faz basicamente o mesmo e até terá sido referida, a título de exemplo, uma das empresas onde  as compras assim se poderão desenrolar. Ma(c)s que Max(imo). Por lá também terão sido, alegadamente, dados exemplos de orçamentos falseados para beneficiar uma determinada empresa – pedidos orçamentos para, por exemplo, redes de 5 mm, quando depois o que é vendido é rede de 4mm. Bem prega e acusa o Silva, julgando-se Frei Tomás, enquanto reza que ninguém repare no realmente faz.

Ainda mais ilustrativo do grau de inverdade constante, até pela pouca importância do assunto, são as constantes notas de imprensa que divulga no Facebook institucional do Município de Nelas – que julga ser o seu pessoal (e sobre isto lá iremos mais à frente), com números que só na sua cabeça fantasiosa fazem sentido. São as obras de milhões e os números dos participantes no eventos que organiza, essencialmente frequentados pelos que esperam apanhar uns restos, quase como se fossem cães à espera que as aparas do queijo sejam sacudidas da mesa.

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A “inflação” habitual é de tal ordem que até a empresa responsável por trazer os estudantes à Região do Dão – Cunha Vaz & Associados, se viu na obrigação de vir corrigir os números. Afinal os “250” estudantes eram 66. A mentira tem perna curta e há quem lide muito mal com ela. Aquilo que estava previsto ser uma “acção de charme” para o concelho transformou-se numa demonstração de (mau) carácter e num péssimo cartão de visita destas terras. Assim será sempre enquanto o Silva “reinar”.

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Ao menos ficamos a saber – e o caro leitor aproveite estes exemplos para corrigir a sua análise, que atoarda do Silva é sempre inflacionada. De futuro, por mera precaução e para não ser comido por parvo, utilize um racional de 1/4 – como aqui está demonstrado. Talvez a dividir por 4 consiga alguma aproximação ao que é propagandeado. Talvez!

O Lenhador

O mandato começou com uma tal vontade de mudar o fullsizerender-2que estava feito que, logo ali, avistados da janela do seu palácio, o cedros que ornamentavam a Praça do Município foram cortados.

Só quem não se recorda do que a imagem aqui ao lado aviva é que pode dizer que o corte destas árvores foi uma coisa boa. Só a vontade de deixar marca, seja ela boa ou má, é que pode justificar aquilo que distinguiu o inicio de mandato.

Cortadas as árvores foi necessário gastar o dinheiro dos contribuintes para pintar património muito degradado, que afinal não embelezava a Praça. Património esse que não é nosso. “Filho em mulher alheia”, portanto.

Mas o resquicios de lenhador do Sr. Silva manifestam-se com demasiada frequência. Certamente julgará que árvore boa é árvore que “trabalha”. Árvore boa tem de dar fruto. Se até as silvas dão, porque raio há quem tenha o privilégio de não produzir! Se assim não for, então, é dispensável, pensará usando a fina filosofia de ponta a que já nos habituou. Árvore para ser árvore tem de dever o seu crescimento à magnanime autorização e despacho do Silva.
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Outros cedros foram cortados, pinheiros,  tílias e, mais recente e certamente para fazer o jeito a algum seu freguês, foram os ulmeiros. Árvores ornamentais de grande beleza, muito apropriadas dado que quase não necessitam de poda e ao prumo da sua raiz que não danifica passeios e estradas.

Alguém julgará que fica a ganhar com este tipo de comportamento. A população do Concelho não é com certeza.