Sai uma greve de fome?

É conhecida a apetência do Sr. Silva pelo mundo empresarial e a forma como dá primazia a algumas empresas, que contratam em modalidade de avença, em relação ao comum cidadão. Não iremos discorrer sobre o que é suposto esperar de um presidente “socialista”, já que a carapuça nunca lhe serviu ou servirá, mas será interessante analisar o vergonhoso comunicado que autarquia perante denuncias, certamente com algum fundo de verdade de “um partido político” que o Sr. Silva, nunca tendo lá militado (um dos poucos para quem em Coimbra nos anos 80 andou pelas franjas muito à direita) tem asco em referenciar.

O PCP veio denunciar alegados abusos para com os trabalhadores da Empresa.

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Aqui como em qualquer situação não devemos, à partida, acreditar em tudo o que nos dizem mas, para quem circula em Nelas e ouve o que as pessoas dizem, não ficará propriamente admirado com estas acusações.

Uma autarquia comandada por um indivíduo urbano, mundividente, sem traços de ultramontanísmo, ainda para mais travestido de “socialista”, tentaria perceber se estas acusações têm traços de verdade e se os seus munícipes, são alvo deste tipo de tratamento, para depois tentar mediar.

No pequeno mundo do Silva, que se esforça diariamente por mirrar ainda mais o seu concelho (será do coelho), vai para a rua, sem hesitações, dar o peito às balas pelos grandes empresários.

O caso é agravado, como muito bem o PCP refere, porque o Município de Nelas apoia fortemente com dinheiro públicos esta empresa. Apoios que passam 250 euros por “posto de trabalho criado”.

Num concelho vivo, central, não andariam trabalhadores da Câmara a limpar as instalações de uma empresa privada. Aqui, com o Sr. Silva, isso assume contornos de normalidade.

O Silva nem equaciona que as acusações do PCP possam ser verdade. Para ele, que só em ano eleitoral simula o respeito pelos trabalhadores da autarquia, tudo isto é a normalidade. O Silva ameaça imolar-se pelos empresários que podem, na sua opinião, exigir tudo a troco de um “chorudo” salário mínimo. O Silva que acha que “regresso do desenvolvimento económico” depende em exclusivo dele ao mesmo tempo que ataca a força de trabalho que faz a máquina trabalhar. O Silva orgulha-se da propaganda, da sua e da dos outros. O Silva acha que criou milhares de postos de trabalho quando na realidade ajudou a subtrai-los. O Silva que prometeu que em final 2017 o concelho ia ter 16.500 habitantes, preside a uma autarquia de um concelho que continua a perder população e, por isso, tem “35% menos inscritos” no centro de emprego.

O Silva afirma, sem pudor, que “o crescimento do nível de vida das populações em todas as localidades e freguesias é evidente e inquestionável” e, abusivamente e de cima do seu pedestal, imaginando-se tribuno grego que será imortalizado em mármore, afirma que “toda a comunidade de Nelas está grata”. O Silva convenientemente não refere a quem se devem as melhorias no nível de vida de todo o povo português e o papel essencial que o PCP teve ao integrar a Geringonça.

Esqueceu-se de falar com os cidadãos eleitores e de tentar entender se haverá algum fundo de verdade. Certamente considerará que os comunistas, espécie de “ave rara em vias de extinção”, não merecem credibilidade. Nem eles nem os trabalhadores que defendem, na perspectiva do Silva.

Trata Aqui IV

Já aqui abordámos exemplos de como se pode de implementar na Praça do Município uma espécie de entreposto de negócios imobiliários, talvez inspirado pelas venturosas experiências no ramo privado. Vamos a outra possibilidade.

Imagine que é um empresário de sucesso e que quer adquirir um terreno para que a expansão da sua empresa fique assegurada em caso de necessidade futura. Fala com o proprietário e oferece hipoteticamente 20 mil euros que, não contente com o preço, pede-lhe o d4488c88bf9532395828f8047841136fdobro, 40 mil euros.

Numa situação normal iniciar-se-ia uma usual negociação onde ambas as partes se aproximariam para tentar fazer negócio. Mas com o há outro processo muito mais simples e lucrativo para todos menos para o contribuinte, que se desenrola mais ao menos das seguinte forma.

Nessa circunstância o “entreposto” compraria o tal terreno pelos 40 mil euros pedidos pelo proprietário.  Posteriormente o “entreposto” venderia à empresa a 0.5€/m2, perfazendo a valente soma de 10 mil euros. Está a seguir? Com isto ficaria o proprietário satisfeito, que venderia por 40 mil euros e ficaria a empresa satisfeita que compraria por 10 mil euros, metade do que tinha originalmente oferecido. Perderia o “entreposto” 30 mil euros, mas há ainda quem diga que o gestor do mesmo também ficaria, particularmente, satisfeito.

Ó Ju……dite!!

Em Vila Verde o Presidente da Câmara local foi detido pela Polícia Judiciária de Braga por alegadas fortes suspeitas de corrupção e prevaricação num processo de alienação, em 2013, a uma empresa privada de 51% do capital de uma escola profissional daquele concelho e com a construção de um parque de estacionamento.

Em Viseu não há PJ mas, alegadamente, também há alguém que está interessado em ouvir o Sr. Silva por causa de uns processos mais antigos e rústicos ou, então, mais recentes e mais Civis. Também temos questões de parqueamento.

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Ó “Judite” vem cá baixo ver isto. Haja vontade que muito haverá para apurar.

Hino

Segundo informações que nos chegam já está escolhido o novo hino de campanha do Sr. Silva.

O ligeirinho com os dinheiros públicos, assustadiço e muito, muito, muito guloso, encontrou a música ideal para convencer os eleitores que distraídos ou desinteressados da realidade ainda não viram o que este acrobata das mil cambalhotas é.

Nem falta à referência ao cenoura que foi comido (por parvo?). Nós achamos a escolha ideal.

Uma Praça “Regenerada”?

O Sr. Silva, acusado que é de que a maior obra do seu mandato é do foro privado e vários exemplos nos ocorreriam para demonstrar esses ditos, está preocupado e começou a arrancar paralelos para os voltar a colocar. Quer “requalificar” o “Centro do Centro” e, como mote mais centralista não há, quer fazer obra onde ela não é precisa. Para já é nas 4 esquinas mas parece que o autarca quer mudar a praça do município. Naturalmente as restantes freguesias têm de fazer os já costumeiros sacrifícios.

O Sr. Silva, com a inveja que tem do Dr. Correia, procura desesperadamente ocupar o espaço que este ocupa no coração dos Nelenses.

Diz-se por aí que na “nova” Praça, depois de destruída, será incluído o seguinte elemento decorativo. Apostamos que o autarca quer mais.

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Socorro

Certo dia, um recém eleito presidente da Câmara, com um ego tão balofo que para o alimentar precisava de uma constante corrente de adventos inflacionários, preparou o “assalto” aos Bombeiros Voluntários da sede do concelho. Pensou ele que o presidente, funcionário da autarquia, se submeteria ao papel de seu “testa de ferro”, recandidatando-se à presidência da Associação consigo em segundo lugar. Levou nega do recto e corajoso funcionário.

Falhada a primeira estratégia optou então por ir a um Partido político da praça, aquele que na altura estava mais à mão, para que essa estrutura perpetrasse o ataque. A estratégia seria a mesma. Arranjava-se um cabeça de lista, fantoche q.b., para que sua excelência, exercesse o poder e se pudesse esquivar às responsabilidades mais chatas.

Mas neste Pomar a reacção foi similar e as mãos vieram a abanar. Os militantes não queriam misturar política e ambição pessoal, com a gestão da importante Associação.

Nessa reunião ainda houve quem sugerisse ao balónico autarca que desafiasse um anterior comandante, e presidente ou ainda um anterior presidente da assembleia-geral, com algum histórico e conhecimento de causa, e que agora se dizem seus apoiantes até à morte, mas estes comportaram-se como ratos e ficaram que na toca. É que para aparecer nas fotos, parvamente alegres, ou para conspirar na sombra é uma coisa, mas para mais do que isso…. dá muito trabalho e chatice, é outra.

Engana-me que eu gosto

O Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses de 2015 apresenta uma análise económica e financeira das contas dos municípios relativas ao exercício económicos de 2015.

O Município de Nelas é destacado no capítulo 2.4.2.:

2.4.2. Equilíbrio Orçamental

Um dos indicadores que permitirá verificar o ajustamento da despesa à receita certa e permanente dos municípios, com vista à promoção da sua sustentabilidade financeira é a comparação entre a receita bruta cobrada e despesa corrente acrescida das amortizações de empréstimos de médio e longo prazo, nos termos do artigo 40.º da Lei 73/ 2013 de 30 de setembro, que atualiza o Regime Financeiro das Autarquias locais e das entidades intermunicipais.

No ranking R42, apresentam-se os 35 municípios em grave desequilíbrio orçamental. Isto é, municípios cujo saldo corrente deduzido da média das amortizações é negativo e superior a 5% das receitas correntes. Encontraram-se nesta situação, em 2015 os 13 municípios elencados na lista R 42 

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Como se vê Nelas é o 7º pior município em 305. Somando as despesas correntes e as amortizações estas são superiores em 12,5% às receitas correntes. A Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas chama a isto “grave desequilíbrio orçamental”. Borges da Silva chama-lhe “contas na Ordem”.

Com o seguinte quadro ficamos também a saber que as despesas correntes que desequilibram as contas não são os ordenados pois muitos trabalhadores se aposentaram e o governo impede a CMN de contratar pessoas. Adivinhe o leitor. Há quem diga que são as “lonas e os pendões e as festas e festarolas”. Muitos “serviços” são contratados para que tal aconteça quando as receitas do IMI subiram exponencialmente.

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Engane-se quem quiser. O que é que acha?