Bocas

Dizem por aí as boas línguas que se prepara uma lista de independentes para concorrer aos diversos órgãos autárquicos em Nelas. Essas boas línguas até catalogam essa putativa candidatura como uma candidatura na “Margem Esquerda”, coisa que, aliás, muito apreciamos.

Dizem-nos que um conjunto alargados de pessoas de bem, desinteressadas da materialidade das coisas mas preocupadas com a política e a acção do Silva, que vai pejando o seu caminho de aldrabices, má-educação e, alegadamente, atropelos à lei, vai avançar. Dizem-se irritados com o Partido Socialista que, face a evidencias claras, parece que vai optar, através de Ana Catarina Mendes, por manifestar apoio ao “socialista” mais autocrático, mal-educado, desequilibrado e inverdadeiro que há memória de passar pelo Concelho de Nelas e arredores.

Sugeríamos algumas cautelas a quem, rodeado de águas nortenhas e sem as capacidades messiânicas de um qualquer Moisés, ou atulhada na azafama que as ratices lisboetas envolvem, não tem a clarividência para conhecer as idiossincrasias locais e as razões que levaram a Comissão Política Concelhia a manifestar-se contra a recandidatura do Silva:

  1. Cautelas com os processos em Tribunal e no Ministério Público, pois não vá rebentar a batata quente na mão de quem teima em não assumir, preto no branco, o apoio do partido ao Silva. Como não queremos acreditar que a Justiça não seja cega e equidistante, é um risco sério que se avizinha. Um risco sério que aparentemente foi devidamente introduzido a quem de direito;
  2. Cuidado com as cantigas com que o Silva engana o partido, o governo e os que desde cedo orbitam em redor do “rei sol” a troco de um lugarzinho que julgam dourado. Vai chegar uma altura que todas estas melodias se vão revelar falsas. O processo vai começar quando adeptos do “solário” se derem conta que há muito mais promessas do que lugares prometidos e que os raios dimanados por este “astro” carunchoso não chegam para aquecer tanto rabo frio;
  3. Atenção ao que está a acontecer, por exemplo, no Sátão, onde o “separar” de águas levou a que o PS não apresente candidato e, agora, manifeste apoio a uma lista encabeçada por um militante histórico, que rejeitou integrar listas Socialistas e recusa agradecer apoios espúrios, vãos e reféns;
  4. Atente-se ao que tem acontecido por esse mundo fora no que diz respeito aos resultados alcançados pelos chamados “partidos tradicionais”;

Catarina & Cia / não vais levar a mal / mas honestidade (e seriedade, já agora) / é fundamental.

Uma rede de paixões

Há coisa de um ano, mais concretamente no início de Março de 2016, como é habitual no Sr. Silva, foi transmitido na comunicação social que o Município de Nelas em conjunto com os de Fornos de Algodres, Gouveia e Mangualde, tinha assinado um protocolo que visava constituir a “Rede de Territórios do Alto Mondego”. A ideia era potenciar o amor pelo vinho, azeite, frutos vermelhos e queijo da serra.

Numa fase inicial a Rede de Territórios do Alto Mondego iria submeter uma candidatura para um projecto de investimento estimado em 6 milhões e 250 mil euros e visava a captação de financiamento público e privado, materializando investimentos produtivos, com efeito multiplicador na economia local.

Ao que julgamos saber esta iniciativa teve um impulso muito aguerrido da vereadora Sofia, que se empenhou com todo o coração, neste projecto. O que é certo é que passado um ano sobre o anúncio as novidades escasseiam. Sabemos que um dos artífices da candidatura é um competentíssimo e muito popular consultor, que trabalha barato – por dormidas e almoços (a confiar no que as actas da CM de Gouveia nos dizem nas páginas 3, 4 e 5) e que, talvez por isso, as novidades tardem em chegar.

Como a vida não é só trabalho, outros desideratos, mais apeteciveis, devem ter desviado a atenção dos intervenientes.

Se rede não houver, alguém ficará com o coração (do mondego) cheio de mais umas promessas.

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Sai uma greve de fome?

É conhecida a apetência do Sr. Silva pelo mundo empresarial e a forma como dá primazia a algumas empresas, que contratam em modalidade de avença, em relação ao comum cidadão. Não iremos discorrer sobre o que é suposto esperar de um presidente “socialista”, já que a carapuça nunca lhe serviu ou servirá, mas será interessante analisar o vergonhoso comunicado que autarquia perante denuncias, certamente com algum fundo de verdade de “um partido político” que o Sr. Silva, nunca tendo lá militado (um dos poucos para quem em Coimbra nos anos 80 andou pelas franjas muito à direita) tem asco em referenciar.

O PCP veio denunciar alegados abusos para com os trabalhadores da Empresa.

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Aqui como em qualquer situação não devemos, à partida, acreditar em tudo o que nos dizem mas, para quem circula em Nelas e ouve o que as pessoas dizem, não ficará propriamente admirado com estas acusações.

Uma autarquia comandada por um indivíduo urbano, mundividente, sem traços de ultramontanísmo, ainda para mais travestido de “socialista”, tentaria perceber se estas acusações têm traços de verdade e se os seus munícipes, são alvo deste tipo de tratamento, para depois tentar mediar.

No pequeno mundo do Silva, que se esforça diariamente por mirrar ainda mais o seu concelho (será do coelho), vai para a rua, sem hesitações, dar o peito às balas pelos grandes empresários.

O caso é agravado, como muito bem o PCP refere, porque o Município de Nelas apoia fortemente com dinheiro públicos esta empresa. Apoios que passam 250 euros por “posto de trabalho criado”.

Num concelho vivo, central, não andariam trabalhadores da Câmara a limpar as instalações de uma empresa privada. Aqui, com o Sr. Silva, isso assume contornos de normalidade.

O Silva nem equaciona que as acusações do PCP possam ser verdade. Para ele, que só em ano eleitoral simula o respeito pelos trabalhadores da autarquia, tudo isto é a normalidade. O Silva ameaça imolar-se pelos empresários que podem, na sua opinião, exigir tudo a troco de um “chorudo” salário mínimo. O Silva que acha que “regresso do desenvolvimento económico” depende em exclusivo dele ao mesmo tempo que ataca a força de trabalho que faz a máquina trabalhar. O Silva orgulha-se da propaganda, da sua e da dos outros. O Silva acha que criou milhares de postos de trabalho quando na realidade ajudou a subtrai-los. O Silva que prometeu que em final 2017 o concelho ia ter 16.500 habitantes, preside a uma autarquia de um concelho que continua a perder população e, por isso, tem “35% menos inscritos” no centro de emprego.

O Silva afirma, sem pudor, que “o crescimento do nível de vida das populações em todas as localidades e freguesias é evidente e inquestionável” e, abusivamente e de cima do seu pedestal, imaginando-se tribuno grego que será imortalizado em mármore, afirma que “toda a comunidade de Nelas está grata”. O Silva convenientemente não refere a quem se devem as melhorias no nível de vida de todo o povo português e o papel essencial que o PCP teve ao integrar a Geringonça.

Esqueceu-se de falar com os cidadãos eleitores e de tentar entender se haverá algum fundo de verdade. Certamente considerará que os comunistas, espécie de “ave rara em vias de extinção”, não merecem credibilidade. Nem eles nem os trabalhadores que defendem, na perspectiva do Silva.

Trata Aqui IV

Já aqui abordámos exemplos de como se pode de implementar na Praça do Município uma espécie de entreposto de negócios imobiliários, talvez inspirado pelas venturosas experiências no ramo privado. Vamos a outra possibilidade.

Imagine que é um empresário de sucesso e que quer adquirir um terreno para que a expansão da sua empresa fique assegurada em caso de necessidade futura. Fala com o proprietário e oferece hipoteticamente 20 mil euros que, não contente com o preço, pede-lhe o d4488c88bf9532395828f8047841136fdobro, 40 mil euros.

Numa situação normal iniciar-se-ia uma usual negociação onde ambas as partes se aproximariam para tentar fazer negócio. Mas com o há outro processo muito mais simples e lucrativo para todos menos para o contribuinte, que se desenrola mais ao menos das seguinte forma.

Nessa circunstância o “entreposto” compraria o tal terreno pelos 40 mil euros pedidos pelo proprietário.  Posteriormente o “entreposto” venderia à empresa a 0.5€/m2, perfazendo a valente soma de 10 mil euros. Está a seguir? Com isto ficaria o proprietário satisfeito, que venderia por 40 mil euros e ficaria a empresa satisfeita que compraria por 10 mil euros, metade do que tinha originalmente oferecido. Perderia o “entreposto” 30 mil euros, mas há ainda quem diga que o gestor do mesmo também ficaria, particularmente, satisfeito.

Ó Ju……dite!!

Em Vila Verde o Presidente da Câmara local foi detido pela Polícia Judiciária de Braga por alegadas fortes suspeitas de corrupção e prevaricação num processo de alienação, em 2013, a uma empresa privada de 51% do capital de uma escola profissional daquele concelho e com a construção de um parque de estacionamento.

Em Viseu não há PJ mas, alegadamente, também há alguém que está interessado em ouvir o Sr. Silva por causa de uns processos mais antigos e rústicos ou, então, mais recentes e mais Civis. Também temos questões de parqueamento.

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Ó “Judite” vem cá baixo ver isto. Haja vontade que muito haverá para apurar.

Hino

Segundo informações que nos chegam já está escolhido o novo hino de campanha do Sr. Silva.

O ligeirinho com os dinheiros públicos, assustadiço e muito, muito, muito guloso, encontrou a música ideal para convencer os eleitores que distraídos ou desinteressados da realidade ainda não viram o que este acrobata das mil cambalhotas é.

Nem falta à referência ao cenoura que foi comido (por parvo?). Nós achamos a escolha ideal.

Uma Praça “Regenerada”?

O Sr. Silva, acusado que é de que a maior obra do seu mandato é do foro privado e vários exemplos nos ocorreriam para demonstrar esses ditos, está preocupado e começou a arrancar paralelos para os voltar a colocar. Quer “requalificar” o “Centro do Centro” e, como mote mais centralista não há, quer fazer obra onde ela não é precisa. Para já é nas 4 esquinas mas parece que o autarca quer mudar a praça do município. Naturalmente as restantes freguesias têm de fazer os já costumeiros sacrifícios.

O Sr. Silva, com a inveja que tem do Dr. Correia, procura desesperadamente ocupar o espaço que este ocupa no coração dos Nelenses.

Diz-se por aí que na “nova” Praça, depois de destruída, será incluído o seguinte elemento decorativo. Apostamos que o autarca quer mais.

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