A nossa terra vai ter um Rolls-Royce! E quem vai encher o deposito somos nós.

A coisa é séria, demasiado séria. Imagine o leitor que um conjunto de obra lançadas pela nossa Câmara sofriam de mania das grandezas. Digamos que eram obras que corriam o risco de se tornar em elefantes brancos.

Quando se projeta uma obra que representa um investimento de 8 milhões de euros, no chamado ciclo urbano da água, a pergunta que se impõe, é saber se a previsibilidade das necessidades, no que diz respeito a estas infraestruturas, está bem avaliada.

Imagine o Silva no seu gabinete, reunido com os consultores que contratou para descredibilizar os técnicos de Câmara, na sua demanda para fazer “a maior obra pública de sempre” ou o “Rolls-Royce das ETARS”, a perguntar: “Quantos milhões é que podemos ir buscar?”, “Oito, mas para ficarem os problemas resolvidos, aí uns três ou quatro devem bastar”, responde algum protagonista mais sensato, “Quais três? Quais quatro?” indigna-se o manda chuva, “Oito, nove é que hão-de ser, eu quero ficar na história e seríamos uns idiotas se não usufruíssemos os fundos europeus até ao fim”.

O leitor até pode achar positivo que o Silva queira ir buscar todo o dinheiro que conseguir. Mas a questão é bem mais complexa, se não vejamos: imagine que alguém era brindado com a oferta de 85% do valor na compra de um carro, podia escolher o que quisesse, e que esse alguém, depois de muito pensar e motivado pelo figurão que ia fazer, escolhia um Rolls-Royce. Certamente o ponderado leitor, não optava por tamanha ostentação, uma vez que sabia à partida, que escolha ia representar, para alem de um maior contributo da sua parte, um grande esforço para “alimentar” tal viatura, e que no fundo esta não serviria as suas necessidades, correndo mesmo o risco de ir acabar a apodrecer na garagem. Perante esta oportunidade a sua escolha provavelmente recairia sobre um qualquer outro carro de qualidade, mas ao seu alcance.

Dramático é ou invés de se acautelar as necessidades reais das populações, estes investimentos com que Silva nos presenteia, irem representar uma enorme subida da fatura da água, uma vez que a lei obriga a que o preço cobrado deve servir para, no mínimo, cobrir os custos suportados pelas entidades gestoras.

A nossa terra vai ter um Rolls-Royce! E todos nós vamos pagar para encher o deposito! É o que dá as manias das grandezas.

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E o nariz a crescer…

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Se perguntássemos aos habitantes do concelho se acham que o Silva mente, talvez a maioria responda que sim. Esta ideia que o nosso Edil mente com frequência é infelizmente assente em factos concretos.

Vamos então tentar identificar a várias formas que o Silva usa para nos tentar ludibriar:

·        As omissões

O Silva esconde informação, é comum ser matreiro e ocultar factos inconvenientes, sobretudo quando estes são de interesse público.

·        As promessas não cumpridas

Neste domínio a manha pode passar por dizer que no próximo mandato é que vai ser, ou que não fez porque não deixaram. No clima de pré-campanha que vivemos, vai prometendo um rol interminável de coisas, que já sabe ou prevê de antemão que não é para serem cumpridas. Mais tarde virá dizer que as circunstâncias não permitiram.

·        O desviar das atenções

Outra forma de mentira habitual, consiste em desviar as atenções do fundamental de uma questão, propondo antes questões acessórias. Por exemplo, quando diz que a sua gestão baixou o endividamento, nunca refere que isso se deve à subida dos impostos / taxas municipais e à renegociação dos empréstimos com os juros em baixa.  

·        Mentira pura

A pior forma de mentira do Silva, é a mentira, fria e consciente, esta não tem motivações politicas, mas sim pessoais.

Todos os dias o Silva recorre a estas formas para nos tentar iludir, no entanto no seu circulo mais chegado, lá vai deixando escapar uns “momentos de verdade”, como quando reconhece por exemplo, que para ganhar eleições, mais importante que cumprir promessas é fazê-las, ou que quer deixar a câmara tão endividada como quando lá chegou, e outras confissões que as “amigas de confiança” do Silva acabam por divulgar, e que nem ousamos repetir.

Ainda há quem vá atrás da história, que quando o Silva chegou à Câmara era o caos e que agora é o paraíso, esta narrativa é uma versão simplista da realidade para consumo dos papalvos que ele acha, que somos todos nós.

Goebbels afirmava, uma mentira repetida mil vezes passa a ser verdade, no entanto nós deixamos um aviso ao  ilustre Edil e aos seus papagaios que vão repetindo o que este manda dizer, não é por repetirem muitas vezes as patranhas encomendadas que estas passam a ser verdade, já há muita gente por aí que não vai na cantiga.

O Edil pavão

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Vivemos num concelho onde o Silva:

  • Manda cortar árvores seculares sem qualquer razão que o justifique;
  • Oculta informação, sendo responsável pelo concelho ocupar os últimos lugares na lista de transparência;
  • Deixa de realizar as reuniões ordinárias de Câmara, porque não quer ser contrariado;
  • Faz propostas em nome da câmara, para compra de instalações de uma empresa falida em que é credor, e acaba a ser o único a votar favoravelmente;
  • Gasta quatro milhões de euros em festas e publicidade;
  • Anuncia investimentos faraónicos que nunca vão acontecer, só para efeitos de autopromoção;
  • Dirige muitas vezes de forma tosca e incivilizadamente grosseira as reuniões, fazendo considerações pessoais sobre os outros membros do órgão de forma desrespeitosa e arrogante.
  • Faz notas de imprensa onde agiganta de forma ridícula o número de participantes nas iniciativas da câmara.
 A expressão vergonha alheia serve para apontar o nosso desconforto diante do patético de outro protagonista.
Por exemplo, durante os eventos em que este com ar basbaque de puro gozo infantil, em desrespeito por todos os presentes e em despropósito do motivo do evento, faz discursos em que fala de si e dos seus feitos virtuais, não podemos deixar de sentir constrangimento pela triste figura.
Infelizmente esses comportamentos expressam uma tremenda falta de educação, de alguém que deveria ser um exemplo de equilíbrio e respeito. A marca indubitável do egocêntrico é achar que faz parte de uma reduzida minoria de pessoas inteligentes. Se houvesse dúvidas sobre o sonho oligárquico do Silva, bastaria reparar na galeria dos “instalados” que vão socorrendo o seu Edil, na ilusão de um qualquer benefício pessoal ou simplesmente porque têm contas para ajustar com o passado.
Haverá sempre quem ao ler estas linhas, proclame que são análises de quem só deita abaixo, ou daqueles que “também” queriam mama (estas observações são muitas vezes toldadas pelo uso do referencial interno como critério de avaliação), por outras palavras, aqueles que aguardam impacientemente que se defina quem vai ter mama se o Silva ficar presidente novamente, tem tendência para avaliar as motivações dos outros, pelas suas próprias.
Triste panorama aquele em que as virtudes do Silva, são apenas frutos do contexto. A subida dos impostos municipais, o investimento quase inexistente, aliado à renegociação da dívida (só possível por causa da conjuntura), permitem a ilusão de uma boa gestão financeira.
Num concelho onde centenas de pessoas vivem no limiar da sobrevivência, lutando ano após ano para que o barco não afunde, a gestão do Silva investe em medidas sociais uma quantia irrisória,  quando comparada com a verba despendida em festas e publicidade. Basta lembrar como exemplo, que a tão proclamada oferta dos livros escolares, custou aproximadamente 15.000 euros, e que só a tenda da grande festa de Natal do Silva, custou muito mais que isso. Uma realidade que nitidamente passa ao lado do Edil, que continua a sua governação em estilo pavão para consumo interno, porque tendo em conta os relatos e as evidencias que vão chegando, a vaidade do Silva não serve para impressionar fora das nossas terras, uma vez que tantos dos investimentos que este foi anunciando ao longo do mandato, teimam em ir parar a outros lados.

A calculadora do Silva

No início do mandato, veio o Sr. Silva apregoar que quando chegou à sua cadeira de sonho, nem uma máquina de calcular encontrou no gabinete. Agora, devidamente equipado com a respetiva, certamente será capaz de fazer as contas que se seguem.

Vamos então propor ao Sr. Silva, um exercício simples de matemática. Principiemos por relembrar que existem três impostos municipais que recaem sobre cada um de nós, são estes: o Imposto único de circulação (IUC), o Imposto Municipal Sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) e o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).

Em 2012 em média, cada um de nós pagava 108,90€ nestes impostos.

Impõem-se então perguntar ao Sr. Silva, quanto contribuímos actualmente?

Uma vez que o nosso ilustre presidente provavelmente está ocupado a tirar fotografias, como forma de ajudar, deixamos aqui a resposta.

Em 2015 cada um de nós pagou 182,10€.

Sabemos então que de 2012 para 2015, passámos a pagar mais 73,20€. Por exemplo, uma família de 4 pessoas, paga agora mais 292.80€ do que em 2012.

Deixemos outro problema simples para o Sr. Silva.

Se tivermos em consideração que a população residente se estima em 13.518 habitantes, tendo em conta que gastou 4.000.000,00€ em iniciativas de auto-promoção, festas e afins. Quanto cada um de nós terá contribuído para estas realizações, nestes três anos de mandato?

E mais uma vez deixamos o resultado, que é 295,90€

Viver nas terras do edil Silva, está muito mais caro, portanto. Os dados aqui apresentados são facilmente comprováveis, basta consulta os exercícios de Câmara ou o INE (já não podemos dizer o mesmo, de alguns números apresentados pelo Sr. Silva)

Assim o leitor, da próxima vez que ouvir o Sr. Silva afiançar, que lhe devemos o milagre das finanças, talvez seja oportuno dizer:

– A calculadora de V. Exa. já deve estar avariada, ou então o Sr. Silva deve andar falho de vistas! Quem endireitou as contas, não foi a sua magnífica gestão, mas sim o esforço de todos!

Esforço esse que o Sr. Silva teima em desconsiderar, aliando a ambiguidade e a falta de clareza das suas decisões à forma como vai triturando o dinheiro dos nossos impostos.

Entretanto deambulam por aí uns indivíduos, que usam todos os recursos à sua disposição com o intuito de agradarem ao Sr. Silva, lá vão fazendo insinuações insultuosas a quem discorda desta gestão, nós seguimos a ancestral sabedoria popular que afirma não ofende quem quer…, e lembramos aos expectantes adeptos que será melhor quadruplicarem o esforço a lamber as botas, porque o Sr. Silva, como todo o egocêntrico, é difícil de encantar, e no fim não vai haver tacho para todos.triturar

Os catrapázios da Sófi

Na impossibilidade de fazer obras que se enxerguem, uma vez que gastou o pilim do IMI em festas e publicidade, o Silva iniciou uma desesperada série de ações de campanha, que incluem espalhar alcatrão aleatoriamente pelo concelho, apresentação em eventos de números espetaculares de pseudo-investimentos e catrapázios.

Em declarações ao pasquim local no intervalo entre secções fotográficas junto de catrapázios com a inscrição “O Silva vai Fazer”, afirmou: – “Primeiras pedras estão muito vistas. Estamos na vanguarda, não vamos inaugurar primeiras pedras, temos estes catrapázios lindos que a Sófi mandou fazer!”. Visivelmente cansado, confessou ter passado a noite toda a ensaiar o seu melhor sorriso de coelho para as referidas fotografias.

A redação da Margem Esquerda, está em condições de afirmar, que as verdadeiras razões da substituição das tradicionais primeiras pedras por cartazes, se deve ao facto da Plataforma Jotinha não vender pedras.teste

Quem tramou o Silva

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Caro leitor, o título tem um pouco de Roger Rabbit, mas este “caso” embora pareça, não é uma comédia. Muito pelo contrário. Afinal, quem tramou o Silva? Porque vive ele no fim do mandato este drama, tantos momentos de incerteza, ao ver sistematicamente chumbadas as suas brilhantes ideias.

O Silva na sua solidão talvez vá fazendo as perguntas – Quem me tramou? Como me tornei tão só e abandonado? Será que ando mal-acompanhado?

Silva escuta, temos a resposta para ti, e escusas de agradecer.

Foi quem desenvolveu os jogos que te alimentaram o ego. Com os seus “feitiços”, ininterruptamente encomendados aos amigos. Lá foste pagando com o nosso dinheiro, musicais; vídeos; mercadinhos, mercados e mercadões; projetos para promessas de investimentos que nunca virão, feitos fora e pagos a peso de ouro.

E tu com a tua vaidade e ciúme do passado fizeste o resto. Seduzido pelo poder, foste afastando ou desrespeitando quem foi eleito, não para te bajular, mas para te ajudar a governar.

A tua cara de orgulho na apresentação da nova imagem de Câmara, lembras-te? Era lindo, tu a destruíres o que estava bem, só para ficares na história. Deixaste trocar o “coração do dão” pelo “vive”. Tão moderno que ficou!

E a galeria dos Presidentes! Já escolheste o teu retrato oficial? Vai ser uma escolha difícil, tanta fotografia por onde escolher.

E ainda querias continuar a tua senda de substituir as obras do passado, só para poderes mandar fazer uma placa com a inscrição “Foi o Silva que fez”.

Não tens ideias melhores? Se calhar estás mal aconselhado!

Ainda te lembras qual era o primeiro compromisso da tua lista de 10, que fizeste na campanha passada?

Talvez o povo ainda se lembre!