Muita falta de Chá

Cumpriu-se grande parte do mandato autárquico 2013/2017 do atual executivo, ou do que resta dele. Este mandato iniciou-se com um programa eleitoral com ideias e propostas, que tinham objetivos vagos e imensuráveis, próprios de quem queria abordar as eleições de forma a capitalizar a situação financeira do Município, que diga-se não era diferente daquela vivida no País.

A verdade é que a gestão rigorosa que nos foi proposta, não passa de um embuste, a câmara parece estar fechada para balanço, nem o seu normal funcionamento está assegurado por manifesta incompetência do seu Presidente. As reuniões de Câmara não acontecem quando deviam, são interrompidas abruptamente para que este não tenha de dar explicações sobre a sua gestão, o Presidente limita-se a representar-se em todas as iniciativas públicas, atirando números falsos e mentirosos, como forma de fundamentar os seus méritos.

Bastava alguém pedir que comprovasse com dados independentes, muitas das patranhas que nos enfia, para este se ver num beco sem saída.

Para rebater o “eu endireitei as finanças”, basta perguntar ao Presidente da Câmara, se não houve um significativo aumento da receita por vias do IMI. Ou se a conjuntura internacional, não permitiu renegociar os juros dos empréstimos, que levaram a uma redução da dívida. Afinal a tão propagada melhoria das finanças, tem mais a ver com a fatores exteriores à gestão do atual Presidente, ou seja, mais receita e um investimento insignificante.

Mas será que melhoraram as finanças? Então porque necessita desesperadamente de fazer passar artimanhas contabilísticas, para aumentar os fundos disponíveis. É perguntar ao Presidente da Câmara, porque é que o prazo de pagamentos a fornecedores, tem vindo a alargar para mais de 90 dias. Ou porque é que se “endireitou as finanças”, admite no seu círculo chegado de conselheiros que o dinheiro acabou.

Há também a afirmação categórica de “eu baixei desemprego”, pena não haver oportunidade de lhe perguntar, o número de habitantes em idade ativa que emigrou, durante o seu mandato.

E os projetos, sobre os quais recai o discurso que muitos milhões de euros de investimentos estão a caminho das nossas terras, e que o Presidente é que conhece os «projetos», pelo que os outros não fazem política, porque não «conhecem os projetos» e não fizeram candidaturas, e que ele é que decide por nós, onde alocar os poucos recursos da Câmara.

O problema é que estes projetos, são na generalidade feitos por empresas de consultadoria, pagas a peso de ouro, em que o único acompanhamento político feito é o de candidatar o máximo montante possível, com o intento de apresentar números grandiosos, o que resulta no sobredimensionamento dos mesmos, situação que mais tarde vai recair sobre as finanças do Município.

Em conclusão, a participação na vida pública aprende-se, participando. Infelizmente o panorama é sistematicamente o mesmo, tirando um grupo de algumas dezenas de pessoas – envolvidas nos partidos, Associações, ou Juntas de Freguesia, que acreditamos devem tentar fazer muito, com genuína boa vontade, a verdade é que a maioria da população, não vive a vida política como sendo algo seu.

A maioria das pessoas só tem “voz” no dia das eleições, sentindo-se postas de parte, muitas acabam a considerar que os políticos «são todos iguais».
O Presidente da Câmara tem obrigação moral de fazer a sua ação em prol do bem comum, e de não fazer da sua permanência no cargo um constrangimento para todos nós, quando um vídeo colocado na internet mostra um Presidente de Câmara com um comportamento grosseiro em plena reunião, os cidadãos podem interrogar-se a que se deve aquele comportamento, a resposta é simples. O Presidente da Câmara entra em descontrolo emocional sempre que alguém lhe coloca alguma questão que desmascara as suas mentiras.

Quando esse mesmo Presidente mente descaradamente à população, aos Ministros, aos outros membro da Câmara, aos Presidentes de Câmara dos outros Concelhos, aos Presidentes de Junta, às Associações, criando resistências e dúvidas em todos eles, isto mais tarde irá revelar-se prejudicial aos interesses do Município, não há desculpa!

O privilégio de fazer política deve assentar na capacidade de gerir com responsabilidade o bem comum, para além disso merecemos ser representados por alguém que entenda a dignidade do cargo.
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Episódio IV – O boss e o de Moreira

A cena desenrola-se no gabinete da Sófi, o Silva entra com um guardanapo todo escrevinhado na mão, põe o guardanapo em cima da secretária e diz:
Silva: “-Estive a jantar com o padrinho de Canas, e apontei aqui neste guardanapo, as coisas que temos que fazer, para podermos garantir o apoio dele”
Sófi: (com entusiasmo) “- E é garantido?”
Silva: “Bem… (hesitante) eu acho que sim… Se não à ultima hora eu escrevo-lhe uma carta de amor, como aquela da outra vez, lembraste?”
Sófi: (pegando no guardanapo e começando a ler em voz alta): “- Não apresentar lista à Junta de Freguesia; Não… (de repente interrompe a leitura e virando-se para o Silva, diz) – Mas o padrinho de Canas é do PSD e nós vamos pelo PS.”
Silva: (exasperado) “-Oh minha santinha, eu quero lá saber do partido, até estou a pensar ir buscar aquele de Moreira do PSD para as nossas listas”
Sófi: (num tom nervoso por se sentir posta em causa) “- Acha boa ideia meu mestre?”
Silva: “- Bem sabes que em Moreira quase toda a gente vota no mesmo partido. Ora se eu chamar aquele de Moreira, vou confundir as coisas e tirar votos à outra candidata.”
Sófi: (abraçando o Silva com uma emoção artificial) “ – Sr. Presidente, você é o maior estratega político que alguma vez estas terras conheceram.”
Silva: “ – Eu sei! Eu sei! Brilhante, não é?”
Sófi: (com ar pensativo) “- E se aqueles que são desse partido por quem nós vamos,  não acharem piada?”
Silva: (confiante) “- Para esses eu invento uma história qualquer. Digo que… que depois das eleições lhes vou dar um tacho.”
Toca o telemóvel do Silva, este olha para ele e exclama:
Silva: “- É o Boss!” (atende) “- Oh patrão, a que devo a honra?” (o Silva escuta o que o empresário tem para lhe dizer, atentamente) “- Claro, mão há problema! Vou já fazer um comunicado a dizer que aquilo até é bom para os peixes.” (o empresário continua a conversa do outro lado, o Silva escuta acenando com a cabeça, depois responde) “Não, ainda não há lista… Bem sei… Bem sei… Nada de ambientalistas. É para já Boss”

FIM DE CENA

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Episódio III – O Padrinho

Este episódio passa-se à mesa de uma marisqueira na Figueira da Foz onde Silva combinou um jantar de negócios com o padrinho para discutir a feitura das listas. Imagine-se uma mariscada bem regada na Rosa Amélia, na Celeste Russa, ou afins, com factura paga naturalmente por todos. O restaurante ainda esteve para ser um, altaneiro e eremita, em Mangualde mas um dos interlocutores, mais experiente, aconselhou paragens mais distantes.

O tema principal: como deve Silva gerir a feitura das listas para não ofender o padrinho.

Silva: – “Então amigo, como é que tu andas? Não te vi na inauguração da fabriqueta na Ribeirinha. Sabes que sinto sempre a tua falta.”

Padrinho: – “Sabes bem que eu só apareço se tiver um microfone à disposição. Ou há speacker ou não há speacker. Além do mais o que é que EU ganho com esse negócio?”

Silva: – “Tens de ter calma. O seu a seu tempo. Com isto desviamos atenções e escusamos de resolver a questão dos Fornos Elétricos.”

Padrinho:“Mas que Fornos Elétricos?!” (diz enquanto se lambuza com mais um camarão tigre) “Quero lá eu saber disso para alguma coisa. Foi para isto que viemos aqui?”

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Silva:“O que é queres que eu faça relativamente às listas?

Padrinho:“Sabes bem que não podes levar ninguém de Canas que me possa fazer sombra ou vamos chatear-nos outra vez. E, aviso já, desta feita não há cá favores que me façam voltar atrás. E, como já te disse, lista à Junta de Canas nem pensar. Vou sozinho ou há boicote outra vez e ninguém vota.” 

Silva: – (Pensando que acaba de perder uma oportunidade para se livrar de um candidato a vereador) “Mas nem um fraquinho?”

Padrinho:“Nem um fraquinho.

Silva: – “Não te preocupes que esta malta come tudo. Mas e o PSD?”

Padrinho:“Do PSD trato eu. Sou ou não sou o vice daquela treta.

Silva:“Mas, ó pá, eu ouvi uns rumores. Dizem que tu vais roer a corda à última hora,  como em 2013, e que vais voltar a apoiar a Isaura”

Padrinho:“Sabes bem que estou sempre do lado dos que mais me convencem e é contigo que vou estar (diz com ar pouco convincente). Só ainda não posso dizer, porque (mete mais um grande camarão à boca e pronuncia algo incompreensível). Entendido?.

SILVA ABANDONA O BARCO

Sabiam que os cobardes se escondem atrás do poder?

E quando a cortina cai, deixam ver as suas fraquezas e são incapazes de enfrentar os problemas e de assumir as suas responsabilidades.

Nas duas últimas reuniões do executivo camarário, o Silva fugiu.

É típico, quando o barco vacila salta borda fora. E diz e repete até à exaustão que o barco é dele e ele é o grande e único timoneiro. Como se pudesse dirigir bem o barco que abandona, sempre que se avizinha tempestade.

Só ele sabe de contas, só ele manda, só ele pode gastar à tripa forra e ninguém pode questionar ou duvidar dessas “gastanças”.

Até diz em tom mais que ameaçador “TENHAM JUÍZO”.

Mas que belo exemplo de pessoa ajuizada o Silva saiu!

Fuga-01E depois, quando percebe que ninguém lhe dá crédito, ninguém confia nem acredita nas suas aldrabices nem nos seus megalomaníacos prometimentos, maltrata toda a gente, vereadores, assistentes, jornalistas. Oferece porrada, diz umas asneirolas, enfurece-se e por fim recolhe aos curros, para retemperar energias e voltar às investidas.

Nas duas últimas reuniões, não regressou.

Confrontado com a possibilidade do chumbo das contas, com voto contra de todos os vereadores, o Silva não resistiu nem aceitou a consequência dos seus próprios erros.

Cobardemente, fugiu.

Episódio II – Propagandas, Mentiras e Traições

A cena desenrola-se no gabinete do Silva que, como habitualmente, está sentado a olhar compulsivamente para as notícias no telemóvel e quantas delas lhe são favoráveis, quando entra a Sofí.

Silva (entusiasmado):“Já viste isto? Estamos nas listas do PS das dez Câmaras mais difíceis do País?”

Sofí (franzindo o Sobrolho): “Não estou a alcançar o entusiamo! Isso não é mau?”

Silva (subitamente mudando de semblante e ficando muito sério): “Eh pá! Eu para aqui a olhar para isto, a pensar que quando ganhar vou poder dizer que ganhei uma das Câmara mais difíceis, e afinal! Achas que isto é mau?”

Sofí: “Olha que eles andam desconfiados e julgo que a dificuldade resulta da falta de apoio em nossa volta”

Silva: “Não há problema! Temos os históricos do partido do nosso lado!”

Sofí:“Aí temos?”

Silva: – “Sim, temos… o Toni e Zé das Medalhas o Chico…” (hesitante) “e o… Bem, temos alguns…Só me interessam os que, como tu, reconhecem a minha divinal providência e magnanimidade.”

Sofí (pensando que o Silva, ingrato como é, sempre pode escolher outro candidato):“Pois sim sr. Presidente. É como diz! ”

Silva:“E já viste aqueles gajos do Carregal do Sal, especialmente a vereadora, toda chateada porque lhe fomos buscar uma empresa a Oliveirinha? Que anjinhos* que são. Devem pensar que eu tenho contemplações com socialistas! Tu já viste que esta malta acha que nós somos socialistas? É só anjinhos* nesta terra. Somos os maiores.”

Sofí: (em tom de aviso):“Oh Sr. Presidente, isso de andar a pagar para trazer empresas da outra Câmara do PS não vai acabar mal?”

Silva (com as faces rubras de raiva): “Já te disse que eu é que sou o centro do centro! Isto é um espectáculo. Ainda enganei um ministro do PS que veio cá apoiar o roubo que fizemos ao Rogério.”;

Sofí: – “Sr. Presidente, quando é que apresentamos publicamente a lista? Não acha que está a ficar tarde e que devíamos tratar disso?

Silva: “Oh pérola do Dão, mas tu não vez que assim temos todos os candidatos a encher seminários e eventos e que logo que escolhamos os eleitos os outros fogem como baratas que são”

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*  texto corrigido com a ajuda preciosa de uma assídua leitora

A NOVELA – A Lista do Silva – Episódio I

Iniciamos hoje na margem esquerda uma novela, com o intuito de proporcionar ao leitor o relato dramatizado das tragédias que se advinham. (estamos na disposição de oferecer esta singela peça de teatrinho amador, para poder ser apresentada num magnífico espetáculo na próxima feira do vinho).

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CENA I

 A cena desenrola-se no largo da Câmara. O Silva assoma-se da varanda do seu gabinete. Olha para os pretendentes cá em baixo na praça. Estes acotovelam-se na tentativa de assumir uma posição de destaque.

Silva: – “Quem quer ir na lista do Silva?”

Entre os aspirantes reina algum constrangimento, têm medo de dizer a coisa errada e assim hipotecar as suas hipóteses. No grupo há de tudo, autarcas eleitos por partido contrário ao que o Silva agora “representa”, conselheiros, velhas guardas do partido, funcionários, etc.

Uma das pretendentes, confiante por ser a única cega colaboracionista da atual câmara, tenta articular  um discurso comovente que toque o íntimo do Silva. Ela tem jeito para essas coisas do coração, julga:

Sófi: “Sr. Presidente Silva, farol que nos ilumina, que alavancou este concelho até se tornar o Centro do Centro, lembre-se que sempre tive do seu lado.” (depois, entre dentes) – “Tirando aquela vez que nos descobriram a careca e me borrei de medo. Lembre-se de mim.”

Silva: (fazendo-se de caro): “Ó minha pérola, ainda não me esqueci dessa! – Isso não se faz, deixar-me sozinho! Abster-se na minha genial proposta de comprar aquilo que em parte era meu!”

Sófi: (fazendo voz mais grossa): “E todas as coisas lindas que eu fiz por si, não contam? Todos aqueles segredos que guardamos para nós?” (em tom de aviso) – “Oh Sr. Presidente” (hesitando), “olhe que eu sei coisas.” 

Silva (nervoso): “Bem, bem… mudemos de assunto! ”

Depois de refletir anuncia: (rufo de tambores)

Silva: “Já está escolhida uma pretendente! Agora, os restantes façam o favor de me impressionar com o vosso dote.”

Instala-se o burburinho entre os aspirantes, a tensão cresce, tentam manter a compostura. Um dá um passo em frente:

Zé das Medalhas: “Sr. Presidente está perante o maior embaixador cultural destas terras, como pode facilmente comprovar por estas condecorações” (exibindo as medalhas que estão penduradas no peito e adquiridas na Feira da Ladra) – “Se for o escolhido só ambiciono uma sala com boa luz para fazer um atelier, e… comprometo-me em nunca me meter em assuntos sérios.” (com um ar cismático, tenta arranjar um argumento que lhe permita ganhar vantagem) – “Garanto votar sempre a favor das suas propostas e… e… fazer o seu retrato oficial para a galeria dos Presidentes.”

Silva: – “Estou tentado a aceitar, você é capaz de me pintar ainda mais belo? tipo.. tipo.., parecido com  aquele gajo do café… o dos filmes… como é que se chama?”

A multidão em coro: – “George Clooney”

Silva: – “Esse mesmo! Sou parecido, não sou?” (depois de semblante apreensivo, confessa) – “O problema é que a primeira-dama acha de mau tom um pintor.” (Pensativo, reflecte) – “tenho de falar com o padrinho de Canas, a ver se ele me dá a benção.”

O Zé das medalhas mostra-se desanimado, e os restantes pretendentes redobram as esperanças.

Fim de Cena

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Robertadas

Chegam-nos informações que a agitação é grande nas hostes Silvestres. A azafama intensifica-se já que são muitos os candidatos a desempenhar o fantástico papel de roberto do Silva e os lugares escasseiam para tantos que se querem bronzear à luz do “rei sol”, desempenhando importante papel na fantochada que se espera com o Silva a puxar todos os seus cordelinhos.

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Para ocupar o lugar canense que a lista deverá ter, até há bem pouco tempo estava na linha da frente o “Zé das Medalhas”. Mestre de  uma paleta completa de cores para disfarçar as inutilidades, artista do autoelogio, tem perdido influência por influencia matrimonial pois há quem diga que lá por casa do Silva se pergunta: porque não um carpinteiro? Para milagres estes costumam ter bastante mais jeito. O esforço tremendo que tem feito para se autoproclamar já começa a esmorecer e já foram alguns os que o ouviram desabafar um certo desalento com o sabor amargo das “amoras” do Silva. Tem a seu enorme favor o seu estilo, que agrada ao compincha silvestre do Silva, pinheiro tipo eucalipto. Esta espécie floral gosta de tudo seco à sua volta e o “medalhado” assenta quase tão bem como uma ausência na lista.

Outros há muito que se tentam posicionar, tudo tolerando, fingindo que nada sabem mas, fruto dos ciúmes caseiros e da floral imposição, esta opção está igualmente a ser considerada para descartar.

A existência de uma trabalhadora da autarquia na lista do PSD levantou vozes que exigem tratamento igual na lista do Silva e, ao que parece, há quem reclame igualdade de tratamento. Ainda por cima uma “assessora” com anos de militância socialista, sempre julga que não pode ser tratada como sucata.

Mas alguém vai ficar a arder com tanta luz emitida.

O coitadinho

O Silva chega a vésperas de eleições e, vá-se lá saber porque razão, não tem grande coisa de positivo para apresentar como resultado da sua gestão, da gestão que ele insiste em mostrar a todos que é sua e só sua. Isto porque, segundo o Silva, em Nelas só pode haver espaço para ele e, talvez, para algum familiar.

O Silva anuncia ao povo que “colocou” as contas da Câmara em ordem, mentindo mais uma vez. Na realidade o amortizar da dívida, muito abaixo do que poderia ter sido, resulta apenas é só das amarras do PAEL que obrigam os contribuintes a pagar mais do dobro de IMI. Aumento da receita do IMI que obrigatoriamente vai para amortizar dívida. Quisesse o Silva ser mais criterioso e acertado nas contas, na muita capacidade de gestão que lhe resta, e poderiam os munícipes pagar muito menos impostos e ter uma autarquia mais preocupada em desenvolver o Concelho em vez da imagem do seu presidente.

Já reparou certamente o leitor que o Silva já começou a todo o gás a sua campanha eleitoral. Na realidade ele nunca saiu da de 2013 mas, nesta recta final, a demagogia e a mentira estão já a todo o gás.

Já reparou certamente o leitor que o que o Silva tem para “apresentar” são promessas para o próximo mandato. Diz o Silva que já tem candidaturas aprovadas e que agora é que vai ser. Tirando isso e pequenas obras de pormenor, ridiculamente adornadas com uma placa com o seu nome, o Silva não tem nada para apresentar como trunfo. A obra que o Silva terá para apresentar é interessante, não para a população, mas para quem ao longo dos anos, se enredou numa rede de interesses que escapam ao foro público. Neste capitulo tem mais obra para apresentar a ENDESA, com as contrapartidas de Girabolhos, do que o Silva. E isto sem dar nas vistas. Se o seu voto depender das obras feitas no concelho, procure no boletim de voto a ENDESA.

Ao fim de quase quatro anos o Silva vende promessas e, para ultrapassar a chatice de não ter nada para apresentar, mente.

Mente quando diz que tem as contas da autarquia em ordem ou diz para os Presidentes de Junta e população em geral que não tem mais obra porque ou os vereadores não deixam ou o governo não quer. Foi assim no caso dos lares de Canas de Senhorim, Carvalhal Redondo e Senhorim, atribuindo ao Ministro declarações falsas que o Presidente da Junta de Carvalhal Redondo desmentiu peremptoriamente.

Agora mente dizendo que a culpa de não se fazerem obras é dos vereadores. Não se entende como sendo ele presidente de Câmara não consegue ter a maioria do executivo ao seu lado. Um caso inaudito de inabilidade política.

Anda pelas ruas a afirmar que se os Vereadores lhe chumbarem as contas de 2016 isso o impedirá de fazer obras no concelho, mentindo descaradamente mais uma vez. Mente e desmente o que ele próprio disse e fez no passado quando chumbou as contas de 2013, que só foram aprovadas em Setembro de 2015 após o Tribunal de Contas se pronunciar. Ora durante esse ano e meio, sem contas aprovadas, nunca o Silva se queixou de falta de dinheiro ou do que quer que fosse. Vangloriava-se até pela quantidade enorme de fundos disponíveis (sempre a rondar o milhão de euros) quando comparados com os 170 euros que tinha herdado em Novembro de 2013. Na altura do chumbo das contas de 2013 nunca o Silva se preocupou com as “terríveis consequências” que agora apregoa relativamente às de contas de 2016. Nunca se preocupou porque na realidade não as há. Não houve com as de 2013 como não há com as de 2016. O que agora há que não houve em 2013 são as mentiras de perna curta do Silva.

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A ausência de obra resulta apenas e só da falta de estratégia e das acções avulsas que apenas visam a promoção da sua imagem que usa como caro placebo para as frustrações pessoais. Uma Câmara que gasta tudo em conselheiros, assessores, estudos técnicos que, ao fim de quatro anos, dão um punhado cheio de …. promessas, meras promessas para o futuro. É curto. Muito curto!

Dando-se conta disso mesmo o Silva iniciou uma narrativa de calimerização autarquica, vitimizando-se e chutando as culpas da sua acção para quem estiver por perto.

O Silva, que quer passar a ideia do “edil pavão”, do “edil sol”, da semente de onde tudo brota, que quer à força ocupar o lugar que julga que José Correia ocupa no coração dos nelenses, acaba o mandato a vestir a pele do coitadinho, vitimizando-se perante tudo e todos, recorrendo à chantagem fácil, usando os cidadãos eleitores enganando-os, dando na realidade a imagem do que realmente é – um fraco sem estratégia, educação e estatuto para ocupar o lugar com que sonhou desde tenra idade.