Trata Aqui V

Era uma vez uma empresa que queria construir um parque de estacionamento privado. Como as relações com o Sr. Silva eram laboriosas e excelentes, em vez de comprar os terrenos anexos (ou ver se a CM lhos vendia a 50 cêntimos o metro quadrado) pede e a CM trata de  lho fazer, em terrenos privados, às custas do contribuinte. Engenhoso, não é?

Tendo em conta outras situações já ocorridas, de conhecimento público, poderemos dizer que estranho seria que este pedido não fosse feito, inspirado numa outra situação passada onde uma outra empresa recorreu a maquinaria da autarquia para lhe fazer um parque de estacionamento privativo. Se uns podem, outros poderão, terão pensado.

Se uns podem, outros poderão, pensará ao vulgar contribuinte. Se quiser usufruir de semelhante benesse, arranjar um jardim, um lugar para o carro, bastará que ceda à Autarquia, por via de protocolo, uns metros de pavê e a terra que retirar do espaço que quer intervencionar. E olhe que pode até vedar e controlar o acesso ao espaço depois. Ameace que emigra, que não vota no edil, que os seus direitos são (pelo menos em teoria e no papel) iguais aos demais.

Sai uma greve de fome?

É conhecida a apetência do Sr. Silva pelo mundo empresarial e a forma como dá primazia a algumas empresas, que contratam em modalidade de avença, em relação ao comum cidadão. Não iremos discorrer sobre o que é suposto esperar de um presidente “socialista”, já que a carapuça nunca lhe serviu ou servirá, mas será interessante analisar o vergonhoso comunicado que autarquia perante denuncias, certamente com algum fundo de verdade de “um partido político” que o Sr. Silva, nunca tendo lá militado (um dos poucos para quem em Coimbra nos anos 80 andou pelas franjas muito à direita) tem asco em referenciar.

O PCP veio denunciar alegados abusos para com os trabalhadores da Empresa.

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Aqui como em qualquer situação não devemos, à partida, acreditar em tudo o que nos dizem mas, para quem circula em Nelas e ouve o que as pessoas dizem, não ficará propriamente admirado com estas acusações.

Uma autarquia comandada por um indivíduo urbano, mundividente, sem traços de ultramontanísmo, ainda para mais travestido de “socialista”, tentaria perceber se estas acusações têm traços de verdade e se os seus munícipes, são alvo deste tipo de tratamento, para depois tentar mediar.

No pequeno mundo do Silva, que se esforça diariamente por mirrar ainda mais o seu concelho (será do coelho), vai para a rua, sem hesitações, dar o peito às balas pelos grandes empresários.

O caso é agravado, como muito bem o PCP refere, porque o Município de Nelas apoia fortemente com dinheiro públicos esta empresa. Apoios que passam 250 euros por “posto de trabalho criado”.

Num concelho vivo, central, não andariam trabalhadores da Câmara a limpar as instalações de uma empresa privada. Aqui, com o Sr. Silva, isso assume contornos de normalidade.

O Silva nem equaciona que as acusações do PCP possam ser verdade. Para ele, que só em ano eleitoral simula o respeito pelos trabalhadores da autarquia, tudo isto é a normalidade. O Silva ameaça imolar-se pelos empresários que podem, na sua opinião, exigir tudo a troco de um “chorudo” salário mínimo. O Silva que acha que “regresso do desenvolvimento económico” depende em exclusivo dele ao mesmo tempo que ataca a força de trabalho que faz a máquina trabalhar. O Silva orgulha-se da propaganda, da sua e da dos outros. O Silva acha que criou milhares de postos de trabalho quando na realidade ajudou a subtrai-los. O Silva que prometeu que em final 2017 o concelho ia ter 16.500 habitantes, preside a uma autarquia de um concelho que continua a perder população e, por isso, tem “35% menos inscritos” no centro de emprego.

O Silva afirma, sem pudor, que “o crescimento do nível de vida das populações em todas as localidades e freguesias é evidente e inquestionável” e, abusivamente e de cima do seu pedestal, imaginando-se tribuno grego que será imortalizado em mármore, afirma que “toda a comunidade de Nelas está grata”. O Silva convenientemente não refere a quem se devem as melhorias no nível de vida de todo o povo português e o papel essencial que o PCP teve ao integrar a Geringonça.

Esqueceu-se de falar com os cidadãos eleitores e de tentar entender se haverá algum fundo de verdade. Certamente considerará que os comunistas, espécie de “ave rara em vias de extinção”, não merecem credibilidade. Nem eles nem os trabalhadores que defendem, na perspectiva do Silva.

A nossa terra vai ter um Rolls-Royce! E quem vai encher o deposito somos nós.

A coisa é séria, demasiado séria. Imagine o leitor que um conjunto de obra lançadas pela nossa Câmara sofriam de mania das grandezas. Digamos que eram obras que corriam o risco de se tornar em elefantes brancos.

Quando se projeta uma obra que representa um investimento de 8 milhões de euros, no chamado ciclo urbano da água, a pergunta que se impõe, é saber se a previsibilidade das necessidades, no que diz respeito a estas infraestruturas, está bem avaliada.

Imagine o Silva no seu gabinete, reunido com os consultores que contratou para descredibilizar os técnicos de Câmara, na sua demanda para fazer “a maior obra pública de sempre” ou o “Rolls-Royce das ETARS”, a perguntar: “Quantos milhões é que podemos ir buscar?”, “Oito, mas para ficarem os problemas resolvidos, aí uns três ou quatro devem bastar”, responde algum protagonista mais sensato, “Quais três? Quais quatro?” indigna-se o manda chuva, “Oito, nove é que hão-de ser, eu quero ficar na história e seríamos uns idiotas se não usufruíssemos os fundos europeus até ao fim”.

O leitor até pode achar positivo que o Silva queira ir buscar todo o dinheiro que conseguir. Mas a questão é bem mais complexa, se não vejamos: imagine que alguém era brindado com a oferta de 85% do valor na compra de um carro, podia escolher o que quisesse, e que esse alguém, depois de muito pensar e motivado pelo figurão que ia fazer, escolhia um Rolls-Royce. Certamente o ponderado leitor, não optava por tamanha ostentação, uma vez que sabia à partida, que escolha ia representar, para alem de um maior contributo da sua parte, um grande esforço para “alimentar” tal viatura, e que no fundo esta não serviria as suas necessidades, correndo mesmo o risco de ir acabar a apodrecer na garagem. Perante esta oportunidade a sua escolha provavelmente recairia sobre um qualquer outro carro de qualidade, mas ao seu alcance.

Dramático é ou invés de se acautelar as necessidades reais das populações, estes investimentos com que Silva nos presenteia, irem representar uma enorme subida da fatura da água, uma vez que a lei obriga a que o preço cobrado deve servir para, no mínimo, cobrir os custos suportados pelas entidades gestoras.

A nossa terra vai ter um Rolls-Royce! E todos nós vamos pagar para encher o deposito! É o que dá as manias das grandezas.

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E o nariz a crescer…

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Se perguntássemos aos habitantes do concelho se acham que o Silva mente, talvez a maioria responda que sim. Esta ideia que o nosso Edil mente com frequência é infelizmente assente em factos concretos.

Vamos então tentar identificar a várias formas que o Silva usa para nos tentar ludibriar:

·        As omissões

O Silva esconde informação, é comum ser matreiro e ocultar factos inconvenientes, sobretudo quando estes são de interesse público.

·        As promessas não cumpridas

Neste domínio a manha pode passar por dizer que no próximo mandato é que vai ser, ou que não fez porque não deixaram. No clima de pré-campanha que vivemos, vai prometendo um rol interminável de coisas, que já sabe ou prevê de antemão que não é para serem cumpridas. Mais tarde virá dizer que as circunstâncias não permitiram.

·        O desviar das atenções

Outra forma de mentira habitual, consiste em desviar as atenções do fundamental de uma questão, propondo antes questões acessórias. Por exemplo, quando diz que a sua gestão baixou o endividamento, nunca refere que isso se deve à subida dos impostos / taxas municipais e à renegociação dos empréstimos com os juros em baixa.  

·        Mentira pura

A pior forma de mentira do Silva, é a mentira, fria e consciente, esta não tem motivações politicas, mas sim pessoais.

Todos os dias o Silva recorre a estas formas para nos tentar iludir, no entanto no seu circulo mais chegado, lá vai deixando escapar uns “momentos de verdade”, como quando reconhece por exemplo, que para ganhar eleições, mais importante que cumprir promessas é fazê-las, ou que quer deixar a câmara tão endividada como quando lá chegou, e outras confissões que as “amigas de confiança” do Silva acabam por divulgar, e que nem ousamos repetir.

Ainda há quem vá atrás da história, que quando o Silva chegou à Câmara era o caos e que agora é o paraíso, esta narrativa é uma versão simplista da realidade para consumo dos papalvos que ele acha, que somos todos nós.

Goebbels afirmava, uma mentira repetida mil vezes passa a ser verdade, no entanto nós deixamos um aviso ao  ilustre Edil e aos seus papagaios que vão repetindo o que este manda dizer, não é por repetirem muitas vezes as patranhas encomendadas que estas passam a ser verdade, já há muita gente por aí que não vai na cantiga.

Um pouco de humor…

O edil maravilha já tem hino de campanha… Nas suas viagens (que são muitas) a Lisboa para visitar as sacristias no Rato e alguns ministros que ainda lhe dão umas abébias, o edil virou compositor! Ele que não deixa nada por mãos alheias (até é ele que ata os sapatos logo pela manhã e limpa os burriés do nariz) compôs uma letra que será o hino da sua campanha! O Kizomba está na moda! Vai daí… saiu esta pérola! A música foi plagiada (Matias Damásio). Mas a letra é um mimo, uma verdadeira ode baseada na sua luta contra o lixo, o estrume, a própria merda…

Tomem lá um cheirinho… Só o Refrão…

 

REFRÃO

Mas em Nelas me chamam louco,

Porque em Santar corre merda na rua,keep-calm-and-dance-kizomba-5

Me chamam louco,

Porque pisamos só merda no chão,

Me chamam louco


Porque tatuei a nova imagem num cagalhão!

Refrão…

Refrão…

Refrão…

E é isto…

Arrebanhados

A Quinta da Cerca sempre foi uma bandeira ambiental do concelho, muito embora fosse apenas e só isso mesmo – uma bandeira.

Um concelho com problemas de saneamento como os que hoje existem, com problemas por resolver como os antigos Fornos Eléctricos, suiniculturas a funcionar não se sabe bem como, descargas de industrias para o Mondego, aviários a emanar cheiros para povoações inteiras, onde ainda falta resolver e dar uso a tanto na Urgeiriça, entretinha-se a brincar às quintinhas pedagógicas. Muito próprio de quem sofre de autismo ou esquizofrenia política.

Em Junho de 2015 a Câmara de Nelas anunciava com pompa, como é apanágio do Sr. Silva, que seria instalada uma “organização de produtores de leite” que daria uso à Quinta, que nunca foi muito mais que um sorvedouro de dinheiro. Seriam ocupadas as casas e criadas condições para albergar ovelhas. Logo na altura houve quem dissesse que isto não passava de uma tentativa de descalçar a ANCOSE, “refugio” de arquiinimigos de agora.

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Ora passado mais de ano e meio alguém sabe dizer como está este projecto? Será que este  e mais uma demonstração de que em termos de ambiente, o Sr. Silva é mais parra do que uva? Onde anda a Associação? Onde estão as ovelhas? Ou será que entretanto alguém vislumbrou ali uma forma “económica” de expandir a sua área vínica? Será que os nada produtivos “raides” feitos em Mangualde pela Sofi&Silva lda, para roubar empresas àquele concelho deixaram os autarcas vizinhos pouco receptivos a parcerias?

Ou será que isto é apenas mais um episódio em que o Silva nos toma a todos por um amorfo rebanho, acrítico, na esperança de, embuído de pastor, nos encaminha a seu bel prazer para onde bem entende?

Trata Aqui IV

Já aqui abordámos exemplos de como se pode de implementar na Praça do Município uma espécie de entreposto de negócios imobiliários, talvez inspirado pelas venturosas experiências no ramo privado. Vamos a outra possibilidade.

Imagine que é um empresário de sucesso e que quer adquirir um terreno para que a expansão da sua empresa fique assegurada em caso de necessidade futura. Fala com o proprietário e oferece hipoteticamente 20 mil euros que, não contente com o preço, pede-lhe o d4488c88bf9532395828f8047841136fdobro, 40 mil euros.

Numa situação normal iniciar-se-ia uma usual negociação onde ambas as partes se aproximariam para tentar fazer negócio. Mas com o há outro processo muito mais simples e lucrativo para todos menos para o contribuinte, que se desenrola mais ao menos das seguinte forma.

Nessa circunstância o “entreposto” compraria o tal terreno pelos 40 mil euros pedidos pelo proprietário.  Posteriormente o “entreposto” venderia à empresa a 0.5€/m2, perfazendo a valente soma de 10 mil euros. Está a seguir? Com isto ficaria o proprietário satisfeito, que venderia por 40 mil euros e ficaria a empresa satisfeita que compraria por 10 mil euros, metade do que tinha originalmente oferecido. Perderia o “entreposto” 30 mil euros, mas há ainda quem diga que o gestor do mesmo também ficaria, particularmente, satisfeito.